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Você sabe o que precisa fazer. Então por que ainda não fez?

Você sabe o que precisa fazer. Então por que ainda não fez?

fazer

Existe uma situação que provavelmente faz parte da sua rotina.

Há várias coisas que você sabe que precisa fazer. Algumas estão anotadas. Outras estão na agenda. E algumas já viraram aquelas promessas que repetimos para nós mesmos:

Na próxima semana eu começo. Mas sabe o que é mais curioso?

Em muitos casos, não precisamos aprender absolutamente nada novo para começar.

Nós já sabemos o que fazer.

Sabemos que precisamos organizar melhor algumas prioridades. Sabemos que existem decisões sendo adiadas. Sabemos que algumas ideias precisam finalmente sair do papel.

Sabemos que existem ferramentas de Inteligência Artificial que poderiam tornar partes da nossa rotina mais inteligentes.

Sabemos que precisamos dizer mais “não” para algumas coisas para conseguir dizer “sim” para aquilo que realmente importa. Sabemos até quais hábitos poderiam melhorar nossa performance. Mas saber não significa fazer.

E talvez você esteja lendo isso e pensando:

Comigo acontece exatamente assim.

Então quero conversar sobre isso.

Você também tem aquela lista?

Não necessariamente uma lista escrita. Às vezes, ela existe apenas na nossa cabeça.

• Preciso começar.
• Preciso terminar.
• Preciso organizar.
• Preciso conversar.
• Preciso mudar.
• Preciso parar.

Nós sabemos. E continuamos sabendo.

Só não fazemos.

O problema é que vivemos em uma sociedade que parece acreditar que a solução para isso é aprender ainda mais.

Então fazemos outro curso, assistimos a outra palestra, salvamos outro vídeo, compramos outro livro.

Perguntamos para a Inteligência Artificial e recebemos mais uma resposta. E adicionamos mais conhecimento a uma cabeça que já está cheia de coisas que sabe que deveria fazer.

Talvez esteja justamente aí uma constatação um pouco desconfortável:

em muitos momentos, o problema não é falta de conhecimento. É a dificuldade de transformar conhecimento em ação.

É muito fácil enxergar aquilo que uma organização deveria mudar. É muito fácil olhar para outra pessoa e perceber o que ela poderia fazer diferente. Mais difícil é olhar para a nossa própria rotina e reconhecer aquilo que sabemos que precisa mudar, mas continuamos adiando.

E existe uma razão para isso. Conhecimento é confortável. Ação não.

Aprender algo novo pode ser prazeroso, mas colocar em prática exige escolha.

E toda escolha exige alguma renúncia. Para começar algo, talvez seja necessário parar outra coisa. Para priorizar, precisamos aceitar que nem tudo pode ser prioridade.

Para mudar um processo, precisamos enfrentar o desconforto de abandonar uma maneira conhecida de trabalhar.

Para utilizar melhor a tecnologia, primeiro precisamos reconhecer onde estamos sendo ineficientes. A ação nos confronta.

Porque enquanto o conhecimento nos mostra possibilidades, a ação exige posicionamento.

A Inteligência Artificial deixou essa contradição ainda mais evidente. Nunca tivemos tantas respostas disponíveis.

Se você quiser aprender hoje como organizar melhor sua agenda, estruturar um projeto, automatizar uma atividade, desenvolver uma estratégia ou analisar determinado problema, provavelmente conseguirá começar em poucos minutos. A Inteligência Artificial reduziu drasticamente a distância entre uma pergunta e uma resposta.

Mas existe uma distância que ela não consegue eliminar por nós: a distância entre a resposta e a decisão de agir.

• A IA pode sugerir.
• Pode organizar.
• Pode analisar.
• Pode provocar.
• Pode até construir um plano inteiro.

Mas existe um momento em que precisamos fechar a tela e fazer alguma coisa. É justamente aí que entra uma ideia que tenho defendido cada vez mais: a inovação começa na consciência antes da tecnologia.

Porque uma ferramenta pode ampliar nossa capacidade, mas não substitui nossa decisão. Pode nos mostrar caminhos, mas não pode percorrê-los por nós.

Agora pense em um dia comum da sua rotina.

• Reuniões.
• Mensagens.
• Projetos.
• Decisões.
• Problemas.
• Entregas.

Você chega ao final do dia com a sensação de ter feito muitas coisas.

E provavelmente fez. Mas experimente trocar a pergunta.

Em vez de perguntar quanto fiz hoje? pergunte: Eu fiz aquilo que realmente precisava fazer?

A resposta pode incomodar.

Porque estar ocupado produz uma enorme sensação de produtividade e os movimentos e progresso não são necessariamente a mesma coisa. Podemos passar uma semana inteira correndo e continuar exatamente no mesmo lugar em relação àquilo que realmente importa. E é aqui que a conversa sobre inovação encontra a conversa sobre alta performance.

Saber não produz resultado. Executar, sim. Existe um ponto muito forte onde inovação e alta performance se encontram: não basta saber o que precisa ser feito. É preciso fazer.

Você pode estudar, treinar, conhecer a estratégia, ter acesso às melhores ferramentas.

Pode compreender exatamente o que precisa mudar, mas chega um momento em que o resultado depende da execução.

Nas empresas não é diferente. Podemos discutir inovação, Inteligência Artificial, liderança, cultura e transformação.

Mas, se nada disso modificar uma decisão, um comportamento ou uma forma de trabalhar, continuaremos apenas acumulando conhecimento. Porque inovação sem execução vira ideia. E performance sem capacidade de mudança vira repetição.

Talvez seja justamente dessa combinação que estejamos precisando:

Consciência para perceber o que precisa mudar.

Coragem para decidir.

Performance para transformar a decisão em resultado.

Agora a pergunta é para você

Não pense em dez coisas. Pense em uma.

Qual é aquela coisa que você já sabe que precisa fazer?

• Talvez seja uma conversa que você está adiando.
• Uma decisão.
• Um projeto.
• Uma mudança na sua empresa.
• Uma ferramenta que precisa começar a utilizar.
• Um processo que já deveria ter abandonado.
• Uma ideia que precisa finalmente testar.
• Ou simplesmente alguma coisa que precisa parar de fazer.

Agora pense: o que falta para começar?

Talvez precise apenas tomar uma decisão.

Em um mundo em que o conhecimento se tornou abundante, saber cada vez mais deixará de ser suficiente. O diferencial está na nossa capacidade de transformar conhecimento em consciência, consciência em decisão, decisão em ação. E ação em resultado.

Talvez essa seja uma das competências mais importantes para profissionais e organizações daqui para frente.

Fazer alguma coisa com aquilo que sabemos.

Então termino deixando a pergunta que talvez valha mais do que qualquer nova informação que você poderia consumir hoje:

Você sabe o que precisa fazer. Então por que ainda não fez? Não tenha pressa para encontrar uma resposta perfeita.

Talvez você nem precise dela.

Talvez precise simplesmente começar.

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