
Todo primeiro dia de janeiro as pessoas ficam fazendo promessas que na sua grande maioria não serão cumpridas. Uma dessas promessas que passava batida era a história de beber menos. Mas nos últimos anos parece que muita coisa vem mudando.
O consumo de álcool está caindo ano a ano. Essa nova geração, que alguns chama de “Z” outros de “Nem Nem”, está mudando o hábito. Festas sem álcool que começam à tarde e terminam cedo, antes das 22h, estão se multiplicando por aí. Essa turma trocou a bebedeira pelo cigarro eletrônico, o que na minha opinião é muito pior. Surgiram as cervejas sem álcool, quase todas as grandes marcas aderiram ao estilo deste novo mercado consumidor. As propagandas que antes falavam em beber com moderação, hoje batem na tecla de se beber não dirija, por isso o motoristas da vez sempre aparece bebendo uma cerveja sem álcool nas propagandas de TV.
Uma novidade nesse mercado foi uma bebida à base de gengibre que faz um enorme sucesso em São Paulo. Kiro é de ótima qualidade. Oficialmente ela é um “switchel”, um tipo de isotônico milenar de agricultores europeus. É uma bebida à base de água, vinagre de maçã, suco de maçã, gengibre e caldo de cana, usado para adoçar. Aqui no Brasil eles adicionaram ainda o maracujá, cúrcuma, cupuaçu, cumaru e pimenta jiquitaia, para dar um ar tupiniquim. Eu experimente todas e gostei. Ainda tenho uma garrafa em casa. Eles tem uma versão em latinha, que é ótima para levar para a praia. Uma caixa mista com 12 latinhas e 4 sabores custa R$ 120,00 mais o frente.

Em 2013 os ingleses inventaram o “Dry January” ou “Janeiro sem Álcool”. Foi um movimento para que as pessoas ficassem 30 dias sem consumir álcool para repensar a sua relação com a bebida, promover hábitos mais saudáveis e cuidar da saúde. Os cientistas afirmam que uma grama de álcool possui 7 calorias e uma grama de gordura tem 9 calorias. Não tem almoço grátis e todo mundo sabe que álcool engorda e incha, se o teu objetivo é a perda de peso, então fecha o bar e vá fazer outra coisa.

No mundo dos vinhos os espumantes foram os primeiros que aderiram à onda do “Zero Álcool”. O primeiro que eu experimente foi o espanhol Freixenet. Ele é produzido na região da Cataluña, na Espanha, à partir da uva Moscatel. O produtor recomenda que ele seja consumido em no máximo 2 anos, entre o engarrafamento e a abertura da rolha, por isso fiquem atentos com a safra na hora da compra. Esse espumante tem uma cor amarelo palha, aromas de pêssego e manga, e na boca ele é levemente doce, lembra pêssego em calda. Ele custa R$ 95,00 no site brasileiro da Freixenet.

O produtor brasileiro da Vinícola Aurora entrou de cabeça neste mercado das bebidas não alcóolicas. Ele produz diversos tipos, além do espumante, são 5 rótulos entre brancos e tintos, alguns mais doces e outros bem secos. O preço médio é de 60 reais a garrafa. A vinícola gaúcha Vinoh produz um vinho “desalcoolizado”, à partir das uvas Merlot. O Vinoh OAK tem 0,3% de álcool residual, por isso é considerado “Zero Álcool”, tem passagem de 4 meses por barricas de carvalho francês. Na taça dele tem uma cor vermelho violeta, aromas de chocolate, especiarias e frutas vermelhas, e na boca ele é bem frutado. Sai por R$ 110,00. Quem quiser tentar passar janeiro sem álcool, existe aí um bom caminho a ser seguido.
Leia outras colunas do Alexandre Teixeira aqui.

