A Câmara Municipal de Florianópolis (SC) aprovou em votação única nessa terça-feira (2) o projeto de lei que autoriza a Prefeitura de Florianópolis a firmar contratos de cessão onerosa de direito à denominação, os chamados naming rights, para eventos e equipamentos públicos do município.
A proposta permite que empresas associem suas marcas a espaços e iniciativas municipais como forma de ampliar receitas e incentivar investimentos privados em áreas estratégicas.
Pelo texto aprovado, o Executivo poderá celebrar contratos com o setor privado para nomear eventos e equipamentos públicos ligados à saúde, cultura, esportes, educação, assistência social, lazer, meio ambiente, mobilidade urbana e desenvolvimento econômico.
Entre os exemplos citados estão o Mercado Público, a Passarela do Samba, o Carnaval, o Réveillon, a Feira de Cascais, a Fenaostra e até as praias da cidade.
A concessão dos naming rights deverá ser feita por meio de licitação, com critérios definidos em edital e seguindo a legislação municipal, estadual e federal. As empresas poderão participar individualmente ou em consórcio, e os contratos terão prazo determinado, conforme cada edital.
O projeto também define que as empresas vencedoras deverão oferecer contrapartidas ao município, com investimentos anuais nos projetos relacionados ao evento ou equipamento que receberá a denominação. O edital poderá ainda prever descontos no valor a ser pago pela cessionária caso ela realize benfeitorias, promova atividades de interesse coletivo ou incentive ações voltadas aos usuários dos equipamentos públicos.
O líder de governo na câmara, vereador Diácono Ricardo (PSD), destacou a polêmica do projeto, mas ressaltou os benefícios que o naming rights trará para a cidade. “Um projeto um pouco polêmico, mas os vereadores compreenderam a importância. Agora o mercado público, vai poder ser patrocinado por uma grande empresa. Ela vai poder botar mercado público e no final o nome da empresa, ela vai explorar aquele espaço com as suas propagandas e vai manter o mercado em dia, todo bonito, pintado, não vai mexer nada na arquitetura, ao contrário, é uma forma das empresas ajudarem a cidade a cuidar do seu patrimônio”, concluiu.
Foto: Arquivo PMF
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