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ELEIÇÕES 2026

Um Brasil, dois caminhos: os desafios do próximo presidente do Brasil até 2030

flavio bolsonaro e lula eleicoes 2026 hojesc

Do HojePR (*)

Independente de quem vencer o segundo turno das eleições de 2026, o próximo presidente do Brasil terá desafios primordiais para o crescimento nacional até 2030.

Já em janeiro de 2027, tanto Flávio Bolsonaro (PL) quanto Lula (PT), deverão enfrentar uma corrida contra o tempo para o equilíbrio fiscal – algo tão esperado por quatro em cada cinco economistas brasileiros. É praticamente consenso no mercado financeiro que o novo Governo Federal deverá controlar o nível dos juros, a estabilidade da dívida pública e a capacidade de investimento do País.

Segundo o Banco Central (BC), a Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG) chegou a R$ 11,1 trilhões em agosto de 2026, equivalente a 82,9% do Produto Interno Bruto (PIB). Nesse cenário, crescer com dívida controlada é um desafio imenso para qualquer governante, exige competência e capacidade de negociação com todos os setores econômicos da sociedade.
Outra adversidade será a elevação da carga tributária sem sufocar o setor privado e a ampliação econômica. Para o ciclo de 2026 a 2030, a estratégia baseada somente em receitas vai perder fôlego e se tornaria insustentável.

O futuro governo do Partido Liberal ou do Partido dos Trabalhadores terá que lidar ainda com a manutenção de programas sociais (Bolsa-Família, Farmácia Popular, Minha Casa, Minha Vida, Pé-de-Meia…) com a busca por receitas extraordinárias. A revisão do gasto público, a redução do tamanho do Estado e a preservação do consumo das famílias demandam muita atenção do próximo presidente e, obviamente, sabendo do custo social e do desgaste político ao rever vinculações orçamentárias históricas brasileiras.

Política

Apesar de um Congresso mais alinhado ideologicamente com a direita, um possível Governo Flávio Bolsonaro pode não obter uma governabilidade automática. Viverá pelo menos seis meses do benefício de ser a mudança, o fato novo, no entanto, os partidos do Centrão (União Brasil, PP, PSD e Republicanos) costumam fazer exigências para que o presidente tenha uma certa autonomia sobre o Orçamento da União. Por falta de experiência, o filho de Jair Bolsonaro pode ver seus projetos travados por dissidências internas da própria base aliada. A vantagem é que o filho do ex-presidente terá uma pauta propositiva de razoável negociação com Congresso, sendo o seu próprio partido, o PL, o maior deles.

A dificuldade de Lula será enfrentar um ambiente totalmente hostil, de travamento de pautas e de qualquer projeto, o que, provavelmente, pode inviabilizar um quarto mandato do líder petista. Alguns analistas políticos dizem que ele poderia enfrentar o “efeito rainha da Inglaterra” — uma situação em que o Planalto conserva o título e os rituais do poder, mas vê a chave do cofre e a agenda do País serem ditadas diretamente pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal. A vantagem do petista é contar com a experiência de três mandatos, ser um negociador nato (algo muito presente em seu passado como líder sindical) e ter a capacidade de negociar apesar das adversidades do cargo.

Imagem: gerada por IA

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(*) Texto originalmente publicado na edição nº 11 do HojePR – 23 a 29 de outubro de 2026. Acesse aqui