Fazia calor, mas a grama era fresca como um lençol. Nós ficávamos deitados, olhando o movimento das nuvens.
– Minha menina amada, amadíssima!
Ríamos como dois amigos íntimos. Conversávamos sobre a pressa da vida, sem nenhuma pressa. E sobre suas incertezas, sem nenhuma certeza. Sossegávamos a saudade com um amor forte, corado ao sol.
Quase tocávamos o azul com as mãos. Pés no chão, alma passeando pelo infinito.
O tempo, para nós, nem existia. Haveria, ainda, a eternidade. Logo ali, adiante. Amanhã. E depois.
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