O Tribunal de Contas de Santa Catarina (TCE-SC) determinou prazo de 30 dias para que a Secretaria de Estado da Saúde (SES) e a direção do Hospital Regional de São José Doutor Homero de Miranda Gomes (HRSJ), na Grande Florianópolis, apresentem um plano de ação contendo medidas a serem tomadas para resolver situações identificadas em auditoria operacional sobre a eficiência dos serviços cirúrgicos programados para o Centro de Cirurgia do hospital.
A decisão foi publicada no Diário Oficial Eletrônico (DOTC-e) da última terça-feira (28). A SES tem também o mesmo prazo para disponibilizar profissionais de enfermagem e anestesiologistas em número compatível com o de salas do centro cirúrgico.
A decisão do relator temático da saúde e do processo, conselheiro Luiz Eduardo Cherem, ainda recomenda à SES, entre outras medidas, ajuste dos horários de trabalho dos profissionais atuantes no centro cirúrgico do hospital, de forma que os plantões das equipes médicas e de enfermagem coincidam em horário, a elaboração de uma agenda cirúrgica com base em metodologias científicas e a instalação de leitos da Sala de Recuperação Pós-Anestésica (SRPA) e de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) em número compatível com a necessidade do serviço.
À direção do Hospital Regional de São José foram feitas duas recomendações: a adoção e cumprimento de protocolos para melhorar a organização do centro cirúrgico e a comunicação entre as equipes cirúrgicas e o registro fidedigno e em tempo real dos procedimentos cirúrgicos realizados e cancelados, dos tempos cirúrgicos e não cirúrgicos e das razões de atrasos e cancelamentos.
“Os resultados evidenciaram significativo nível de ineficiência na utilização da capacidade instalada do centro cirúrgico, notadamente no que se refere às cirurgias programadas”, explica o relator em seu voto, que analisou a disponibilidade, desempenho e qualidade dos processos cirúrgicos, constatando baixo aproveitamento do tempo disponível para a realização de procedimentos eletivos.
Também foi identificada a realização de expressivo volume de cirurgias fora da agenda programada, o que revela fragilidades no planejamento e na organização do fluxo cirúrgico.
A partir dos achados, a equipe de auditoria identificou como principais causas da baixa eficiência falhas no processo de agendamento cirúrgico, a inadequação do dimensionamento de pessoal, deficiências na coordenação e comunicação entre as equipes, limitações na infraestrutura e nos sistemas de informação, bem como fragilidades na coleta e no monitoramento de dados.
Foto: Arquivo Secom GOVSC
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