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INGLATERRA

Suspeita de má conduta no caso Epstein leva ex-príncipe Andrew para a cadeia

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O ex-príncipe da monarquia britânica Andrew Mountbatten-Windsor foi preso nesta quinta-feira (19), por suspeita de má conduta em cargo público, segundo a emissora pública BBC.

A Polícia do Vale do Tâmisa afirmou, em comunicado, que prendeu “um homem de sessenta e poucos anos de Norfolk sob suspeita de má conduta em cargo público”. A corporação disse na nota que não divulgaria a identidade do detido, mas, de acordo com a emissora, trata-se de Andrew.

O rei Charles III, irmão mais velho de Andrew, afirmou, em comunicado enviado à BBC, que recebeu as notícias recentes com “profunda preocupação”.

“O que se segue agora é o processo completo, justo e adequado pelo qual esta questão será investigada de forma apropriada e pelas autoridades competentes”, escreveu o rei. “Deixe-me ser bem claro: a lei deve seguir seu curso.”

A prisão ocorreu no dia em que o ex-príncipe completa 66 anos. Segundo a BBC, viaturas descaracterizadas foram vistas na Sandringham House na manhã desta quinta-feira.

Andrew é investigado pela Polícia do Vale do Tâmisa após uma denúncia sobre o suposto compartilhamento de material confidencial com o financista Jeffrey Epstein, condenado por exploração sexual de menores.

Documentos divulgados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos mostram que, em 2010, o ex-príncipe enviou e-mails a Epstein sobre oportunidades de negócios. Na época, Andrew ocupava o cargo de Representante Especial do Reino Unido para o Comércio Internacional. O caso também é investigado pelo Crown Prosecution Service, órgão equivalente ao Ministério Público no país.

Nesta quinta-feira, policiais realizam buscas em endereços nos condados de Berkshire e Norfolk. Andrew vive na Sandringham House, em Norfolk, desde que precisou deixar a residência real em Windsor, no início deste mês, após ser destituído do título real em meio às repercussões de sua relação com Epstein.

“Após uma avaliação minuciosa, abrimos uma investigação sobre esta alegação de má conduta em cargo público”, disse o chefe adjunto da Polícia do Vale do Tâmisa, Oliver Wright, em comunicado. “Entendemos o significativo interesse público neste caso e forneceremos atualizações no momento oportuno.” A corporação afirmou que, por ora, não fará novos comunicados nem concederá entrevistas.

Horas antes da prisão, ao falar sobre caso o caso de Andrew, o primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, disse à BBC que “ninguém está acima da lei”.

Além dessa investigação, Andrew já foi acusado de agressões sexuais contra menores de idade. A advogada Virginia Giuffre, uma das principais testemunhas de acusação do caso Epstein, afirmou ter mantido relações sexuais com o ex-príncipe em três ocasiões, uma delas na mansão do financista em Nova York, quando ainda era adolescente.

Andrew sempre negou as acusações, mas fechou um acordo judicial com Virginia em 2022, o que impediu que o caso fosse a julgamento com júri. No ano passado, após a divulgação do livro de memórias póstumas de Virginia, intitulado “Nobody’s Girl”, a pressão sobre o ex-príncipe aumentou, e ele renunciou ao título real.

Imagem: Gerada por IA

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