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VIAGEM

Santa Catarina: segurança em primeiro lugar

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Com grande diversidade de atrações turísticas, o Estado se destaca também pelos índices de violência bem abaixo da média nacional

O desempenho catarinense nos rankings de segurança terá ainda mais destaque quando forem computados os números de 2025. No período entre janeiro e novembro, a incidência de mortes violentas caiu 9% e a de homicídios despencou 15,4% em relação ao mesmo período de 2024 – que, por sua vez, já havia sido o melhor ano da série histórica. Reduções ainda mais expressivas ocorreram nos crimes contra o patrimônio: queda de 17,3% em roubos gerais e de 16,1% em roubos de veículos.

Essa evolução não está acontecendo por acaso. É resultado de planejamento e de investimentos robustos, inclusive em novas tecnologias. Um dos destaques nesse sentido é o Projeto Reconhecimento Facial (ProRef), nova estratégia do governo de Santa Catarina para apoiar as forças policiais no combate ao crime.

Depois de testes bem-sucedidos realizados em festas como o Carnaval de Florianópolis, a Festa do Pinhão de Lages e a Oktoberfest de Blumenau, a iniciativa será implantada nas 60 cidades mais populosas do Estado, com investimentos de R$ 40 milhões até o final deste ano. A aplicação da tecnologia nos eventos mencionados resultou em prisões e teve resultados imediatos na redução de crimes como furtos de celular, entre outros.

Boas notícias

O ranking do Anuário Cidades Mais Seguras do Brasil, divulgado em novembro, destacou três representantes catarinenses como as mais seguras do País entre as cidades com população acima de 100 mil habitantes: Brusque, Jaraguá do Sul e Tubarão.

De acordo com a edição mais recente do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, a taxa catarinense de mortes violentas intencionais por 100 mil habitantes caiu 37,5% na última década, passando de 13,6 para 8,5, ante a média nacional de 20,8. No mesmo período, a taxa de mortes no trânsito caiu 24,3% no Estado.

A eficiência do trabalho de investigação contribui para coibir a atividade criminosa, com índices de resolução de crimes semelhantes ao de países como a Holanda e o Canadá. Atualmente, a taxa de resolução de homicídios em Santa Catarina se aproxima de 80%, enquanto os feminicídios têm 100% dos casos resolvidos, com os autores presos e indiciados.

Relaxar e aproveitar

A sensação de segurança contribui para que os visitantes desfrutem de tudo o que Santa Catarina oferece: uma diversidade incrível de atrativos, característica que se torna ainda mais impressionante quando se leva em conta que o Estado ocupa apenas 1,1% do território brasileiro.

O deslumbrante litoral certamente se destaca no verão, com as paisagens únicas de Florianópolis e a agitação de Balneário Camboriú, mas o turismo rural é uma alternativa para todo o ano, com vinícolas, hospedagem em fazendas e paisagens de tirar o fôlego, a exemplo da Serra do Rio do Rastro e dos cânions do Parque Nacional dos Aparados da Serra.

A cultura dos colonizadores de diversas origens pode ser conhecida em centros cosmopolitas, como Joinville e Blumenau, ou em pequenas cidades encantadoras, a exemplo de Pomerode, Nova Veneza e Urussanga. Há também o turismo religioso em Nova Trento, terra da Santa Paulina, e a beleza histórica de Laguna e de São Francisco do Sul, ambas com casario colonial preservado. E, claro, muita diversão nas tradicionais festas típicas e no Beto Carrero World, parque temático localizado em Penha.

Não é por acaso que Santa Catarina tem se destacado cada vez mais como destino não apenas de turistas brasileiros, mas também dos estrangeiros. Em outubro de 2025, o Aeroporto Internacional de Florianópolis alcançou a marca histórica de um milhão de passageiros internacionais em um mesmo ano, patamar que no Brasil só havia sido registrado pelos aeroportos de Guarulhos, em São Paulo, e Galeão, no Rio de Janeiro. O ano fechou com 1,2 milhão de passageiros internacionais.

A diversificação dos destinos no exterior, resultado direto de tratativas do governo catarinense com a Floripa Airport, gestora do aeroporto, foi um fator decisivo para essa expansão. Somadas, as linhas para Santiago (Chile), Buenos Aires (Argentina) e Lisboa (Portugal) responderam por 70% do movimento de passageiros internacionais no ano.

Foto: Divulgação/Setur SC

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