Entre janeiro e dezembro de 2025, foram registradas 2.606 vítimas por estupro em Santa Catarina. Todos os casos com menos de 14 anos e 82% sendo meninas. Os dados são do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC).
Em comparação com 2024, quando foram registrados 3.366 casos, a diminuição foi de 22,61% no Estado.
Esses números vieram à tona durante a fala do conselheiro tutelar de Rio do Sul (SC), Yago Rodrigo Sonttag, que ocorreu após suspensão da sessão ordinária da manhã dessa quinta-feira (7), na Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc).
Convidado pelo deputado estadual Sergio Motta (Republicanos), Yago afirmou que a violência contra crianças e adolescentes em Santa Catarina exige mais do que leis e discursos: necessita de ação efetiva do poder público e do envolvimento de toda a sociedade.
“Não falo apenas como autoridade técnica, mas como alguém que vive diariamente essa realidade”, declarou o conselheiro.
Dados alertam para falha coletiva
Ao defender valores ligados à família, responsabilidade e proteção, Yago questionou o contraste entre os índices de qualidade de vida catarinenses e os números crescentes de violência infantil.
Segundo ele, somente em 2025 Santa Catarina registrou mais de dois mil casos de estupro de vulnerável — uma média alarmante de sete crianças violentadas por dia.
“Isso não é apenas estatística. É uma falha coletiva”, afirmou.
Durante o pronunciamento, o conselheiro chamou atenção para o fato de que, muitas vezes, o perigo está dentro da própria casa da vítima.
Para ele, embora existam legislações importantes no país, como a Lei da Escuta Protegida e o Plano da Primeira Infância, a ausência de efetividade compromete a proteção integral prevista no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
“Se a lei não chega na ponta, ela vira omissão”, criticou.
Imagem: Gerada por IA
Leia outras notícias no HojeSC.

