As barragens de contenção de cheias são instrumentos estratégicos para a segurança das populações que vivem em regiões sujeitas a inundações. No Vale do Itajaí, área historicamente afetada por enchentes de grande magnitude, essas estruturas têm papel decisivo na redução dos impactos causados por eventos extremos.
Por isso, o Governo de Santa Catarina, por meio da Secretaria de Estado da Proteção e Defesa Civil (SDC/SC), está investindo mais de R$ 94,7 milhões na reforma, modernização e automação das barragens que compõem o sistema de contenção de cheias do estado.
Atualmente, Santa Catarina conta com três barragens de contenção de cheias: a Sul, em Ituporanga, a Oeste, em Taió, e a Norte, em José Boiteux, todas localizadas no Alto Vale do Itajaí. As estruturas são responsáveis por reter e controlar o volume de água em períodos de chuvas volumosas, reduzindo, e muitas vezes até evitando, diretamente o risco de inundações nos municípios a jusante. A Barragem Norte protege o Médio e Baixo Vale, tendo Blumenau como ponto de controle para as aberturas e fechamentos das comportas. Já as barragens Sul e Oeste atuam sobre o Alto Vale e têm como pontos de controle os municípios de Rio do Sul, Ituporanga, Taió e Rio do Oeste.
“Essas estruturas estavam praticamente abandonadas, há décadas sem manutenção, e a gente investiu, automatizou e, agora, para enfrentarmos períodos com chuvas mais volumosas, teremos as barragens, finalmente, operando e estamos indo além, tem mais barragem em licitação, a limpeza dos rios segue a todo o vapor e a estrutura da nossa Defesa Civil praticamente dobrou de tamanho. Nós aprendemos com tudo o que sofremos ao longo dos anos, por isso, estamos investindo tanto na prevenção, para proteger nossa população”, disse o governador Jorginho Mello.
“As barragens são estruturas fundamentais para reduzir os impactos das cheias no Vale do Itajaí. O trabalho de recuperação e modernização dessas estruturas é essencial para garantir mais segurança à população e melhorar a resposta em situações de eventos extremos”, afirma o secretário de Estado da Proteção e Defesa Civil, Cel BM Fabiano de Souza.
O sistema opera de forma diferente das barragens de geração de energia elétrica ou abastecimento público. “Em condições normais, os reservatórios permanecem vazios, de prontidão. Quando há risco de inundação, as comportas são fechadas progressivamente para reter o pico da cheia”, explica Frederico Rudorff, gerente de monitoramento e alerta da SDC/SC. Ao todo, o sistema conta com capacidade de retenção de aproximadamente 535 milhões de metros cúbicos, distribuídos entre as três estruturas, com 14 comportas e estruturas complementares de descarga, incluindo dois canais extravasores e um descarregador de fundo.
As barragens Sul e Oeste passaram em 2017 por um processo de sobrelevação de cerca de dois metros, que ampliou em aproximadamente 20% a capacidade de retenção de ambas. “Isso aumentou significativamente nossa capacidade de gerenciar as cheias no Vale do Itajaí”, destaca Rudorff.
Já em outubro de 2025, a Barragem Sul concluiu sua reforma completa, com recuperação estrutural, substituição das comportas e implantação de sistema de automação com acionamento remoto hidráulico, operado diretamente da sede da Defesa Civil, em Florianópolis. As barragens Oeste e Norte passarão pelo mesmo processo, permitindo que toda a gestão das comportas seja realizada à distância, sem necessidade de deslocamento de equipes aos municípios. Além das reformas nas estruturas existentes, o Estado avança em estudos e projetos para novas barragens em Botuverá, Mirim Doce, Petrolândia, Braço do Trombudo, Pouso Redondo e Agrolândia.
Foto: Jonatã Rocha/Secom/GOV/SC
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