O Berço do Sol
Um mergulho na jornada sagrada dos Guarani-Mbya até o Oceano Atlântico, revelando conexões entre os Andes e o litoral brasileiro. Essa é a narrativa de “O Berço do Sol” (Editora Grumete, 262 págs., R$ 89) do pesquisador, fotógrafo e escritor Fabiano Schroden.
Com prefácio do ex-prefeito de Curitiba, Rafael Greca, a publicação é o resultado de mais de 20 anos de pesquisas, viagens e escuta aos povos originários e comunidades tradicionais. Schroden percorreu uma rota que parte do litoral do Paraná e se estende até os Andes, passando pela Amazônia e sítios arqueológicos no Peru, revelando uma narrativa silenciada: a possível chegada de povos asiáticos à América do Sul — uma hipótese sustentada por vestígios, registros e histórias orais.
A previsão de lançamento do segundo e terceiro volume de “O Berço do Sol” é para os últimos meses de 2025.
Holocausto paulista

A tentativa de apagamento dos povos originários no Brasil é algo que boa parte da sociedade brasileira faz questão de negar ou “varrer para debaixo do tapete” como se nada tivesse acontecendo ou ocorrido. “Holocausto paulista: o genocídio dos Kaingang sob o mito da paulistanidade” (Editora Telha, 272 páginas, R$ 70,90), do professor e doutor em educação Leonardo Sacramento, é um exemplo de contraposição dessa falsificação histórica e política do nosso País.
“Os genocídios no Brasil são tratados, historicamente e politicamente, como algo alheio e distante. Geralmente, como método de expiação de culpa, são jogados para um passado remoto cujos responsáveis seriam os portugueses. Ocorre que os dados demonstram que o genocídio dos povos indígenas, com legislação, teoria racial e aparato militar para eliminação, foi algo construído e consolidado pela elite paulista. O genocídio dos Kaingang entre 1900 e 1915 no noroeste do estado se transformou em um paradigma institucional replicado pela Ditadura Civil-Militar e governos estaduais”, aponta Leonardo Sacramento.
Adquira pelo link: [https://editoratelha.com.br/product/holocausto-paulista-o-genocidio-dos-kaingang-sob-o-mito-da-paulistanidade/]
O pequeno curumim e o mistério das estrelas

Escrito por Thiago Novaes Pankará e Ana Selia Novaes Pankará, da etnia Pankará, “O pequeno curumim e o mistério das estrelas” (Papirus Editora, 32 págs., R$ 65) apresenta a sabedoria que habita o sertão pernambucano e a força simbólica das estrelas, em uma narrativa que mistura encanto, coragem e memória. As ilustrações são de Mauricio Negro.
Leia um trecho da obra:
O pajé lhes contou sobre a criação das estrelas:
– Cada uma delas é alguém do nosso povo que se encantou pela eternidade. Brilham à noite para nos dizer muitas coisas, como o tempo de plantar e colher. A magia delas nos fortalece e ajuda a começarmos o próximo dia com disposição – explicava o sábio homem.
(O pequeno curumim e o mistério das estrelas, pág. 11)
Os donos da terra

Lançado em agosto de 2020, o quadrinho “Os donos da terra” (Editora Elefante, 172 págs., R$ 65) discute episódios da luta dos Tupinambá da Serra do Padeiro, no sul da Bahia, pela recuperação dos territórios dos quais foram expulsos pelo avanço da colonização — que continua até hoje. A publicação tem roteiro de Daniela Fernandes Alarcon, com pesquisa dela e Glicéria Jesus da Silva; e arte do quadrinista e ilustrador, Vitor Flynn Paciornik. Disponível no link: [https://editoraelefante.com.br/produto/os-donos-da-terra/].
Café com Caxiri

Escrito pelo filósofo paranaense Edgard Zanette, “Café com Caxiri” (Labrador, 224 págs., R$ 57) é uma obra que acompanha a trajetória de João, criado em Curitiba (PR) pela avó, uma empregada doméstica. Com traços indígenas herdados dessa ancestral que sofre de Alzheimer, ele cresce marcado pela pobreza e pela invisibilidade social. Tudo se transforma quando um segredo familiar vem à tona, levando-o a uma jornada rumo ao Norte do Brasil para reconstruir sua história e compreender suas raízes. Disponível pelo site: [https://editoralabrador.com.br/produto/cafe-com-caxiri/].
Imagens: Reprodução/Divulgação
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