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É DE ARDER OS OLHOS!

Produtores de cebola em Santa Catarina vivem crise e deputado cobra ajuda do poder público

cebola santa catarina

O deputado Mário Motta (PSD) foi à tribuna da Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc) na manhã dessa quinta-feira (19) para anunciar que irá propor a realização de uma audiência pública para debater ações visando conter a crise na produção de cebola no Estado.

A proposta é que o debate seja realizado pela Comissão de Agricultura e Desenvolvimento Rural, da qual faz parte.

Motta iniciou seu discurso, realizado durante a sessão plenária, argumentando que as atuais dificuldades vivenciadas pelos produtores de cebola não estão relacionadas à quantidade ou à qualidade do produto, mas à falta de um planejamento público que garanta o seguimento da atividade no estado, a exemplo do que já foi feito para a suinocultura, a avicultura e a cadeia do leite.

Crise de mercado e vulnerabilidade

“Não é crise de produtividade, é crise de preço, é crise de mercado, é crise de uma vulnerabilidade estrutural”, disse o deputado. Durante a audiência, devem ser propostas uma série de ações, emergenciais e perenes, tais como prorrogação e renegociação de dívidas, subvenção de juros, apoio à comercialização e avaliação das importações em períodos de pico de safra.

Outras iniciativas citadas foram a inclusão da cebola no Prêmio de Escoamento de Produto (PEP), instrumento acionado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) sempre que o preço de um produto agrícola cai abaixo de um mínimo estabelecido; e a criação de um programa estadual de diversificação produtiva para a região do Alto Vale do Itajaí.

Planejamento

Este último projeto agregaria apoio técnico, crédito direcionado, incentivo à integração de outras culturas e fortalecimento da agroindustrialização. “Eu proponho que avancemos em um plano estruturante para o Alto Vale. Um planejamento de médio e longo prazo que reduza a exposição a ciclos extremos de preço”, afirmou Motta.

O deputado enfatizou que a política pública não pode ser uma medida apressada diante da manchete, mas sim uma ação técnica com visão de futuro. “Precisamos de uma ação técnica com visão de futuro”, concluiu.

Foto: Agência AL / Cleia Bragagnolo

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