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O PL de Flávio Bolsonaro teria o maior ganho no número de senadores a partir de 2027 se as projeções mais recentes das pesquisas de intenção de voto se confirmarem no próximo domingo, 4. O PSD, por outro lado, sofreria a maior baixa.
O Estadão lançou uma ferramenta para projetar a futura bancada no Senado a partir dos resultados das pesquisas mais recentes da Quaest em 26 unidades da Federação. No Piauí, onde o instituto não divulgou nenhum levantamento, foram considerados dados do Datafolha.
Segundo as projeções, o PL ganharia turbinaria sua bancada dos atuais 15 para até 25 senadores a partir de 2027. Partidos de esquerda teriam um avanço mais tímido, enquanto legendas de centro encolheriam em relação à composição atual.
Entraram na projeção os candidatos numericamente mais bem posicionados. Em alguns Estados, dois ou mais candidatos registraram o mesmo porcentual na disputa pela segunda vaga e, por isso, foram considerados.
O levantamento é apenas uma projeção baseada em pesquisas divulgadas até agora, não representando previsão de resultado das urnas. As últimas pesquisas devem ser divulgadas no sábado, 3, véspera da eleição.
Das 81 cadeiras do Senado, 54 estão em disputa nas eleições de 2026 – duas por Estado.
Hoje, o partido do ex-presidente Jair Bolsonaro e de seu filho mais velho, o senador Flávio Bolsonaro, tem 15 assentos no Senado. Nove de seus atuais senadores têm mandato até 2031 e não disputam a reeleição neste ano. Quatro deles – Efraim Filho, Sergio Moro, Wellington Fagundes e Wilder Morais – concorrem aos governos de seus Estados.
Como mostrou o Estadão, o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, calcula terminar as eleições com 28 senadores. Conquistar maioria do Senado sempre foi uma das prioridades declaradas publicamente por Bolsonaro antes de ser preso.
“Com metade do Senado, vou mandar mais que o presidente da República. Não adianta ele (o presidente) indicar o João (nome fictício) para o Supremo, que eu falo para o pessoal ‘aprova ou não aprova’”, afirmou, em ato no ano passado, quando projetava ter entre 44 e 60 aliados políticos no Senado.
Mesmo com o crescimento projetado, o PL ainda dependeria de aliados para aprovar algumas das principais pautas defendidas pelo bolsonarismo. O Senado tem 81 integrantes, e são necessários 41 votos para formar maioria absoluta.
Já a aprovação de um pedido de impeachment contra ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), uma das bandeiras do grupo, exige o apoio de dois terços da Casa, ou 54 senadores.
O PT do presidente Luiz Inácio Lula da Silva manteria nove assentos. O PP, presidido pelo senador Ciro Nogueira (PI), aumentaria de sete para nove. O MDB diminuiria de nove para oito.
A Quaest projeta uma redução significativa na bancada do PSD, que passaria de 14 senadores para cinco. O União Brasil, partido do presidente da Casa, Davi Alcolumbre (AP), ganharia cinco assentos, indo até oito.
Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado
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