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GLENN STENGER CABECA hojesc

Pelé ou Messi?

messi pelé

Quem lê o título de hoje, rapidamente pensa que estaremos falando de quem é ou foi o melhor, quem é ou quem foi o “rei”. Se pensa assim, está muito enganado. Essa talvez seja a discussão mais inócua, superficial e abstrata possível. Não se compara aquilo que não pode ser comparado.

O esporte, aí pelos anos 60 e 70, era outro. Fisicamente nem se compara aos níveis atuais. Taticamente não era parecido ao que se pratica hoje. A intensidade do jogo era mais baixa. Até o elemento essencial, a bola, não é mais aquela de couro que, quando molhava, pesava uns 5 kgs…

E nem por isso um jogador é melhor que o outro. Cada qual, dentro da realidade que viveu, foi o melhor. Dentro das condições que lhes eram disponibilizadas para a prática do futebol, foram destaques absolutos. Lá atrás Pelé foi quem foi, hoje Messi é quem é.

A única coisa que é gritante é a diferença de valores agregados à cada uma das marcas desses dois gênios.

A marca “Messi” conhecida e idolatrada no mundo todo, faz com que seu valor não seja mensurável. No mundo atual, globalizado e conectado, é impossível saber quanto se arrecada com royalties, com vendas de produtos, com venda de imagem. Vivemos a era do consumismo e o público alvo da “marca Messi” é o público que hoje é o mais desejado. São pessoas, fãs, que estão próximos ao ecossistema do futebol, com idade e com “carteira” já consolidada, prontos para desembolsar.

No caso de Pelé é diferente. Ele chegou em todos os lugares do mundo não por conta das redes sociais e da facilidade de acesso à informação. Chegou por ser o maior expoente que o futebol (teimamos aqui em citar que é o maior produto de entretenimento do planeta) tinha naquela época. Certamente se vivo e jogando estivesse, o alcance comercial de sua marca seria ampliado milhares de vezes. Posso estar enganado (creio não), mas o público consumidor atual não busca mais os produtos linkados à marca Pelé como outrora. Tanto produtos físicos como a própria divulgação da imagem do “rei” brasileiro já é muito menor.

As épocas, os momentos do esporte e as realidades do mundo são outras. Não há melhor ou pior quando buscamos comparar esses dois gênios. Ambos são o máximo que o esporte proporcionou em estágios diferentes de sua existência.

Agora, o momento financeiro, comercial e de visibilidade do mundo em que Messi está mostrando sua genialidade, faz dele o “rei” da captação de receita, da valorização da marca, da amplitude de divulgação de sua imagem para todos os cantos da Terra. Pelé nasceu e mostrou-se ao mundo quando o mundo ainda não estava tão preparado para vê-lo!

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