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KARLA KUSTER CABECA hojesc

O ano começa depois do Carnaval: feliz ano novo

carnaval

Há uma frase que todo brasileiro já ouviu – e muitos repetem com um sorriso cúmplice: “o ano só começa depois do Carnaval”. Janeiro é de férias e reflexões, fevereiro vira ensaio geral de blocos e abadás, e só na Quarta-feira de Cinzas o país parece acordar de verdade.

Para o dia a dia de quem vive de salário, tudo bem. Mas, para quem toca empresa, essa “pausa cultural” tem peso diferente. E, confesso, vale a pena parar para pensar: o que isso significa para a economia, para o caixa e para o futuro do negócio?

O Carnaval não é só folia. Em 2026, a expectativa é de R$ 18,6 bilhões a R$ 20 bilhões injetados na economia nacional, segundo pesquisei no Google e encontrei nas projeções da FecomercioSP e do Ministério do Turismo.

São 65 milhões de foliões enchendo hotéis, bares, transportes e lojas de fantasias. Gera empregos temporários, aquece o turismo e revela tendências que as marcas levam o ano todo: personalização, sustentabilidade, pagamentos instantâneos e o poder das redes sociais. Ou seja, enquanto muita gente “espera passar”, a economia gira forte – e quem está preparado colhe.

Agora, vire a página para o lado do empresário. Você que acorda todo dia apagando incêndios sabe: dezembro, janeiro e fevereiro, para muitos negócios é um período morno que vira caos logístico (equipe viajando, fornecedores em ritmo de samba, cliente adiando decisão). O resultado? Muitos projetos ficam no “depois do Carnaval a gente vê”. E aí chega março com boletos em dia, concorrência já na frente e a sensação de que o ano começou com o pé atrasado.

Para a maioria, o impacto é concreto. Decisões estratégicas – contratação, investimentos e lançamentos de produtos, renegociação de contratos – são empurradas para depois da folia. O planejamento fica suspenso, a equipe descompassada, e o crescimento, que era para ser contínuo, vira pico de produtividade seguido de corre-corre.

Não é raro ver empresas perderem janela de mercado porque “todo mundo só volta depois do feriado”. Enquanto isso, os concorrentes que não pararam – ou que usaram o período para observar tendências do Carnaval – saem na frente.

Mas aqui vem a boa notícia: o pós-Carnaval pode ser o seu “segundo réveillon”. Mais descansado, mais focado, sem tantos fogos de artifício. É o momento perfeito para ligar o GPS que sua empresa precisa – aquele planejamento estratégico que transforma desejo em meta com prazos, justificativas e responsáveis.

O Carnaval mostra que o Brasil sabe festar como ninguém. Leve isso para o negócio. Celebre o que já foi conquistado, descanse o necessário, mas o ano começa quando você decide que começa. Carnaval é pausa estratégica, nunca desculpa.

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