Enquanto Balneário Camboriú, Itapema e Itajaí, no litoral norte de Santa Catarina, concentram grande parte dos holofotes do mercado imobiliário, uma cidade vizinha começa a apresentar números que indicam uma nova fase de desenvolvimento.
Navegantes passou de 714 unidades verticais lançadas em 2022 para 998 em 2025, alta de 39,8%. No mesmo intervalo, o Valor Geral de Vendas dos projetos avançou 31,2%, de R$ 530,4 milhões para R$ 696 milhões. Entre 2022 e 2025, foram lançadas 3.727 unidades na cidade, que somaram aproximadamente R$ 2,48 bilhões em VGV.
O crescimento do mercado imobiliário acompanha a expansão demográfica. Navegantes tinha 86.401 moradores no Censo de 2022 e chegou a uma população estimada de 96.046 habitantes em 2025, aumento de 11,2% em três anos.
Para Charles Kan, CEO da Construtora CK, incorporadora com forte atuação no litoral norte catarinense, a cidade reúne condições para ampliar a oferta de empreendimentos de diferentes padrões. “Navegantes tem demanda crescente, disponibilidade de terrenos e uma orla de aproximadamente 11 quilômetros, extensão que abre espaço para projetos residenciais em diferentes bairros e faixas de mercado. É uma cidade que ainda está desenvolvendo seu potencial imobiliário, mas os dados de lançamentos e VGV mostram que esse processo já ganhou ritmo”, afirma.
A perspectiva do executivo também está relacionada às obras previstas ou em andamento no município. Entre elas estão o alargamento de 2,3 quilômetros da faixa de areia da Praia do Gravatá, com investimento estimado em R$ 31,5 milhões; o projeto do túnel submerso que deverá ligar Navegantes a Itajaí; e um pacote municipal superior a R$ 150 milhões para intervenções em infraestrutura, saneamento, mobilidade, saúde e educação. “Esses investimentos ampliam a atratividade urbana, melhoram a conexão com outras cidades da região e ajudam a preparar Navegantes para o crescimento dos próximos anos”, avalia Kan.
“Navegantes reúne hoje condições diferentes das que encontramos no início da nossa trajetória. A cidade cresceu, recebeu infraestrutura e passou a atrair uma demanda mais diversificada. É um mercado que concentra parte de nosso landbank e no qual enxergamos espaço para desenvolver projetos relevantes”, conclui Kan.
Foto: Construtora CK
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