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CULTURA

Mostra Curtas Cinema exibe três filmes na Sala Multimídia do MIS/SC

A Mostra Curtas Cinema será realizada na Sala Multimídia do Museu da Imagem e do Som de Santa Catarina (MIS/SC), em Florianópolis, nesta sexta-feira (21), às 19h. O evento apresenta três curtas-metragens independentes dos cineastas Demétrio Panarotto e Helena Barbagelata. A entrada é gratuita, com acesso por ordem de chegada, respeitando a capacidade do espaço.

A programação inclui “Uma Manhã Colhendo Imagens” (2025), produzido coletivamente com mulheres do Horto Irmã Eva, em Rodeio (SC); “Máquina de Costura” (2024), que traz uma reflexão sobre a história do cinema, filmado em Lyon (França); e “Dez Lugares Pra Namorar em Chapecó” (2024), que utiliza stop motion para explorar a cidade de Chapecó, com suas relações com o agro e as questões sociais locais.

Sinopses dos filmes

Máquina de Costura
Á máquina fotográfica do pai é acrescida a de costura da mãe. O cinema dos Irmãos Lumiére parte desses dois embriões. As máquinas que lá estavam são as mesmas e ao mesmo tempo outras para a vida hoje, costuraram o tempo, as coisas do mundo. Máquina de Costura é um filme que fala das costuras que atravessam essas relações que nos mantém vivos perante os outros e perante a nós mesmos. Uma narrativa que se alinhava na história, nas ruas, becos, Traboules, pátios da cidade de Lyon-Fr. O cinema – e tudo aquilo que pesa sobre essa palavra – é um acréscimo, mais um, de oportunidades que constroem esse imaginário.

Uma manhã colhendo imagens
O ponto de partida de um roteiro para um filme, para além das definições, está naquilo que nos envolve, que nos aproxima, que nos faz transbordar. Passa pelos filmes, canções e textos que compõem as nossas referências artísticas e literárias. Passa também pela sensibilidade com a qual observamos os objetos, as coisas, a vida, tudo aquilo que nos rodeia, que brota do nosso olhar. Para depois ganhar potência crítica no modo como
montamos as imagens, entre o que vemos e o que nos vê. uma manhã colhendo imagens se constrói na coletividade dessas relações.

Dez lugares para Namorar em Chapecó
A morte se esconde em cada esquina da cidade. No vulto, no ruído, nas folhas das árvores, no vento. Naquilo que a gente vê e que a gente não vê. Naquilo que nem sempre a gente escuta. Na construção social e ou cultural a morte é naturalizada no espaço urbano da sociedade, moderna em seu espectro, que brinca e se diverte em comunhão. O progresso, que apaga o passado, nos mata no dia a dia. Dez lugares para Namorar em Chapecó é um filme de imagens e ruídos da cidade.

Foto: Divulgação

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