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A morte do jornalista Renato Machado, um dos principais nomes do telejornalismo brasileiro, foi confirmada nesta quinta-feira, 16, pelo G1. Ele tinha 83 anos e estava internado na Clínica São Vicente, na Gávea, na zona sul do Rio de Janeiro. A causa da morte não foi divulgada.
Machado trabalhou por 40 anos na Globo e ficou conhecido como apresentador e editor-chefe do Bom Dia Brasil. Na emissora, ele também passou pelo Jornal da Globo e o RJTV, integrou a bancada do Jornal Nacional e atuou como correspondente internacional e repórter especial. O contrato foi encerrado em 2021.
Após deixar a televisão, Renato manteve contato com o público por meio das redes sociais. No Instagram, onde reunia 130 mil seguidores, compartilhava conteúdos sobre música, viagens e vinhos, temas que passaram a ocupar espaço em sua rotina.
O jornalista deixa a esposa, Mônica Morel, uma filha, a atriz Maria Eduarda Machado, e uma neta.
Em março de 2024, o jornalista passou uma semana internado em um hospital no Rio de Janeiro, onde realizava exames. Na época, ele atualizou a alta pelas redes sociais com bom humor: “Olá, amigos. É bom reencontrar vocês. Eu estive uma semana no estaleiro para ajeitar algumas partes mecânicas. Foi uma determinação dos médicos e a boa notícia é que está tudo bem.”
Trajetória de Renato Machado
Renato Machado iniciou a carreira no jornalismo em 1969, no Jornal do Brasil. Após 13 anos, ingressou na TV Globo, onde estreou cobrindo a Guerra das Malvinas. Em 1983, foi enviado para Londres como correspondente internacional e acompanhou acontecimentos que marcaram a história recente, como o acidente nuclear de Chernobyl e outros eventos de grande repercussão na Europa.
Ao longo de quase quatro décadas na emissora, passou pela apresentação do Jornal da Globo, do RJTV e integrou a bancada do Jornal Nacional. Entre 1996 e 2010, comandou o Bom Dia Brasil como apresentador e editor-chefe, período em que participou da reformulação do telejornal, que adotou um formato mais dinâmico, com maior interação entre apresentadores, comentaristas e repórteres.
Depois dessa fase, retornou a Londres como correspondente internacional e acompanhou coberturas como os ataques ao jornal francês Charlie Hebdo e a crise econômica na Grécia. Em 2016, voltou ao Brasil para integrar a equipe do Globo Repórter como repórter especial. Na época, uma das reportagens produzidas por ele fez parte de uma edição do programa indicada ao Emmy Internacional. Ele deixou a emissora em 2021.
Além da atuação na notícia diária, também se dedicava a temas como cultura, gastronomia e vinhos, assuntos que levava para projetos na televisão, no rádio, na imprensa e nas plataformas digitais.
Foto: Acervo/TV Globo
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