A jovem Maria Luiza Bogo Lopes, de 18 anos, morreu após buscar atendimento médico por quatro vezes em um hospital de Indaial, no Vale do Itajaí, em Santa Catarina.
Grávida, ela também perdeu a bebê que esperava. O caso gerou indignação entre familiares e passou a ser alvo de apuração para verificar se houve falha ou negligência no atendimento prestado à gestante.
De acordo com relatos da família, ela apresentou sintomas que se agravaram ao longo de alguns dias e procurou atendimento repetidamente no Hospital Beatriz Ramos. Em cada uma das ocasiões, segundo os familiares, a jovem recebeu avaliação médica e foi liberada para voltar para casa.
Com a piora do quadro clínico, a gestante foi novamente levada ao hospital e acabou transferida para o Hospital Santo Antônio, em Blumenau, já em estado considerado grave. Na unidade, os médicos realizaram uma cesariana de emergência.
A bebê nasceu sem sinais vitais e não resistiu. Maria Luiza ainda permaneceu internada por um curto período após o procedimento, mas também morreu.
Familiares afirmam que a jovem apresentava sintomas como dores intensas, febre, manchas pelo corpo e alterações em exames laboratoriais. Ela também tinha diagnóstico de diabetes gestacional, condição que exige acompanhamento médico mais rigoroso durante a gravidez.
A sequência de atendimentos e as decisões médicas tomadas ao longo das consultas passaram a ser questionadas pela família, que cobra esclarecimentos sobre o caso.
Em nota, o hospital informou que abriu um procedimento interno para apurar o atendimento prestado à paciente e afirmou que colabora com as autoridades responsáveis pela investigação. A instituição também manifestou solidariedade aos familiares.
Os prontuários médicos e demais registros do atendimento devem ser analisados pelas autoridades para determinar se houve irregularidades ou falhas na condução do caso.
Foto: Reprodução redes sociais
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