Pular para o conteúdo
Lula x Poste: frases para rir e para chorar (de rir)

Lula x Poste: frases para rir e para chorar (de rir)

lula

É o que indicam as pesquisas eleitorais. Lula pode perder para o avatar de Jair Bolsonaro no domingo se o mote do “voto útil” se virar contra o feiticeiro. Quem diria: o petista que já elegeu um poste (ora atendendo por Dilma Rousseff) pode perder para outro, o filho daquele, o Zé Ninguém da rachadinha.

Ambos estão no limite da margem de erro e só o que resta daqui até o 4 de outubro é rir. Ou morrer de rir. Para atender a essa expectativa, eis um fabulário geral da comédia cotidiana, com o melhor de Lula e Flávio, segundo eles mesmos.

Em julho de 2023, logo nos primeiros meses de seu terceiro mandato, Lula agradeceu à África por “tudo o que foi produzido durante 350 anos de escravidão”. Antes, em abril, havia descartado a ideia de que a Venezuela fosse comandada por um ditador (Maduro): “Isso é narrativa”. Foi além: afirmou que “o conceito de democracia é relativo”.

Em março de 2024, discorreu sobre seu tema preferido: mulheres. “Aquelas sem profissão dependem do pai para comprar batom e calcinha”. Depois, tratando de casos de violência doméstica após jogos de futebol, fez uma ressalva: “Se o cara é corintiano, tudo bem”.

No mesmo ano, disse que “afrodescendentes gostam de um batuque”. Em seguida, foi ao Rio Grande do Sul e disse não saber que o estado tinha “tanta gente negra”. Em outubro, sustentou que o Nordeste “não quer exportar empregada doméstica”. No ato de dois anos do 8 de janeiro, em 2025, afirmou, cheio de malemolência, ser um “amante da democracia” porque marido era pouco: “Na maioria das vezes, os maridos são mais apaixonados pela amante do que pelas mulheres”.

Depois pegou uma mulher para Cristo e chamou-a de “senhora sem dentes e sem vergonha”. Esclareça-se: ele queria fazer o comercial do “Brasil Sorridente”, um programa do governo para dar dentadura nova aos desdentados. Jesus não tem dentes no país dos banguelas.

A última do mandatário foi dizer, em discurso sobre a importância da prevenção do câncer de próstata, que “homem não gosta de toque. As mulheres aprendem a tomar toque desde pequenas”. Lula é para os brasileiros o que Biden foi para os americanos: senil e claudicante. Afora isso, o ato falho: “Os traficantes de drogas são vítimas dos usuários também” (outubro de 2025). Com um adendo: “O Brasil é um dos países mais respeitados do mundo no crime organizado” (março deste ano). Afora isso, o recorrente: chamar Marisa, morta em 2017, de Janja, viva em 2026, apesar das controvérsias. Quaquaquá.

Sem holofotes, Flávio Bolsonaro, o Poste, não tem uma coleção significativa de declarações hilariantes. Talvez porque seja mais “Zero” do que “Um” na referência numérica (e militar) do que seu pai chama de primogênito. Fosse na época de Herodes e Lula venceria por W.O. (walkover).

O que se pode apanhar de seus aforismos, porém, é suficiente para este espaço. “O Pix é uma criação do governo Bolsonaro” (março de 2026). Não é. “Sei que vocês estão olhando para cá e enxergando outra pessoa parecida comigo: Jair Messias Bolsonaro” (setembro deste ano). Cara de um, trejeitos de outro.

“Eu tenho um preço para desistir” (em dezembro de 2025), referindo-se à sua pré-candidatura. “Quando eu for presidente, um dos primeiros atos será decretar que o Brasil é de Jesus Cristo”. Jesus é o senhor? “Dark Horse não recebeu um centavo de dinheiro público”.

“Irmão, estou e estarei contigo sempre, não tem meia conversa entre a gente. Só preciso que me dê uma luz” (maio deste ano). Jesus é o senhor? Não, é o Vorcaro.

Leia outras colunas do Marcus Gomes aqui.