Pular para o conteúdo
FERNANDA GHIGNONE CABECA HOJESC

Lipedema: o que realmente ajuda no tratamento

Lipedema

Dor nas pernas, inchaço persistente, sensibilidade ao toque e acúmulo de gordura desproporcional são queixas frequentes entre mulheres e, cada vez mais, têm sido associadas ao lipedema. Ainda subdiagnosticada, essa doença crônica do tecido adiposo envolve alterações inflamatórias, hormonais e circulatórias, o que ajuda a explicar por que estratégias tradicionais focadas apenas no emagrecimento não são suficientes.

Nos últimos anos, avanços no entendimento da doença mudaram a forma de conduzir o tratamento. A alimentação passou a ocupar papel central não apenas no controle de peso, mas principalmente na redução da inflamação e na melhora dos sintomas. Entre as estratégias mais estudadas está a abordagem low carb, que consiste na redução de carboidratos refinados e açúcares, com maior consumo de proteínas, gorduras boas e vegetais. Esse ajuste contribui para diminuir picos de glicose e insulina, fatores diretamente ligados ao processo inflamatório.

Estudos recentes e a prática clínica têm mostrado que esse tipo de estratégia pode reduzir dor, edema e sensação de peso, trazendo mais qualidade de vida. Ainda assim, especialistas reforçam que não existe uma única dieta ideal. O plano alimentar deve ser individualizado, levando em consideração sintomas, rotina, composição corporal e exames laboratoriais.

Outro ponto que ganha destaque é o uso direcionado da suplementação. Nutrientes como ômega-3, óleo de borragem e óleo de prímula apresentam efeito anti-inflamatório importante, enquanto o magnésio pode contribuir para a redução de dores musculares e melhora do sono. A vitamina D, frequentemente em níveis baixos nesses pacientes, também tem sido associada à modulação inflamatória. Além disso, compostos bioativos como quercetina, resveratrol e berberina despontam como tendência, com potencial de atuar no metabolismo e na inflamação.

Na mesma linha, a fitoterapia vem sendo cada vez mais incorporada ao cuidado. Extratos como Aesculus hippocastanun (Castanha-da-índia), Centella asiática e Opuntia ficus-indica são conhecidos por sua ação na circulação venosa e linfática, auxiliando na redução do inchaço e na sensação de peso nas pernas. Além disso, ativos naturais como cúrcuma e gengibre reforçam o controle inflamatório e podem ser inseridos na rotina alimentar na forma de chás e temperos.
A orientação atual vai além de incluir alimentos específicos. Reduzir ultraprocessados, controlar o consumo de açúcar, melhorar a hidratação e manter uma alimentação baseada em comida de verdade são medidas que impactam diretamente o quadro. Esse conjunto de ações ajuda a diminuir a sobrecarga inflamatória do organismo, um dos principais fatores envolvidos na progressão da doença.

Outro avanço importante no tratamento do lipedema é a mudança de foco. Em vez de priorizar apenas o emagrecimento, a abordagem atual busca reduzir a dor, melhorar a mobilidade e preservar a qualidade de vida, alinhando o cuidado às reais necessidades das pacientes. Nesse contexto, os procedimentos estéticos deixam de ser apenas complementares e passam a ter papel fundamental, atuando na melhora da circulação, na drenagem de líquidos e na redução do inchaço, além de aliviar a sensação de peso nas pernas contribui para a melhora da textura da pele. Assim, o tratamento se torna cada vez mais multidisciplinar, integrando diferentes estratégias para alcançar resultados mais consistentes.

Pensando nessa abordagem completa, a clínica Onodera desenvolveu protocolos exclusivos para o tratamento do lipedema, unindo estratégias nutricionais e procedimentos estéticos, onde um potencializa os resultados do outro, sempre respeitando a individualidade de cada paciente. Em Curitiba, as unidades estão localizadas no Batel, na Avenida Vicente Machado, 1814, e no Juvevê, na Rua Augusto Stresser, 572.

Leia outras colunas da Fernanda Ghignone aqui.