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POLÍTICA

Jorginho recebe acordo sobre o piso salarial catarinense e encaminha projeto para Alesc

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O governador Jorginho recebeu nesta quarta-feira (4), o acordo firmado entre empregadores e trabalhadores de Santa Catarina sobre o piso regional para 2026.

A atualização média foi de 6,49% nas quatro faixas existentes.

O projeto de lei para a efetivação do reajuste vai ser encaminhado à Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc), por determinação do governador.

“Eu recebi todas as lideranças da indústria e dos trabalhadores de Santa Catarina. E já determinei o encaminhamento para a Assembleia para aprovar o mais rápido possível. Porque o salário mínimo regional é uma construção feita a quatro mãos. Santa Catarina sempre tem dado bons exemplos sobre isso para o Brasil, conversando com todas as classes, construindo junto. É exemplo de maturidade, de interesse, e isso ajuda, melhora o ganho dos trabalhadores, a motivação para o trabalho e Santa Catarina ganha também”, afirmou o governador Jorginho Mello.

Os valores passam para R$ 1.842 na primeira faixa, R$ 1.908 na segunda faixa, R$ 2.022 na terceira e R$ 2.106 na quarta faixa.

O presidente da Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc), Gilberto Seleme, lembra que há 16 anos o acordo entre as partes é feito com base no diálogo e entendimento mútuo.

“Cada um puxa pro seu lado, cada um quer o melhor e o setor produtivo já tem uma carga tributária muito grande, ele tem um custo muito grande, e a gente no mínimo que faz é passar a inflação. E esse ano então foi passada a inflação mais quase 70% da inflação de novo. Então isso aí vai dar um ganho real para o trabalhador. Eles ficaram satisfeitos e nós também, porque isso gera a economia de Santa Catarina”, explicou o executivo.

O coordenador sindical do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese-SC) e diretor da Federação dos Trabalhadores no Comércio de Santa Catarina (Fecesc), Ivo Castanheira, destacou a importância desse processo de negociação.

“Essa negociação iniciou ainda em novembro do ano passado. É um processo que a gente tem feito desde 2010. Essa negociação não é muito fácil porque tem os interesses diversos, tanto dos empresários como dos trabalhadores, mas a gente sempre tem chegado a um bom senso. Foi um reajuste bom dentro da atual conjuntura das negociações coletivas”, disse.

Foto: Leo Munhoz / Secom GOVSC

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