Pular para o conteúdo
GUERRA NO ORIENTE MÉDIO

Israel ataca sede da presidência em Teerã e ameaça incursão terrestre no Líbano

teera iran war eua israel 2026

logo estadão

A guerra no Oriente Médio, desencadeada pelos ataques de Israel e dos Estados Unidos ao Irã, entrou nesta terça-feira, 3, no quarto dia. Os conflitos se intensificaram em várias frentes, com bombardeios israelenses em Teerã e no Líbano, além de um ataque de drones contra a embaixada americana na Arábia Saudita.

O exército israelense afirmou ter atacado o gabinete presidencial do Irã e o prédio do Conselho Supremo de Segurança Nacional do país. Segundo informações, os ataques aéreos ocorreram durante a noite.

O ministro da Defesa israelense autorizou o avanço terrestre para tomar novas posições estratégicas no Líbano e impedir ataques às localidades fronteiriças.

Ataque contra a embaixada americana

Riad informou ter interceptado oito drones nas proximidades da capital e de Al Kharj. Dois deles atingiram a embaixada americana, provocando um incêndio de pequenas proporções e danos materiais limitados, segundo o Ministério da Defesa saudita.

A representação diplomática orientou seus cidadãos a permanecerem em casa. Já a Embaixada dos EUA no Kuwait anunciou fechamento por tempo indeterminado devido às tensões regionais.

O ataque ocorreu enquanto o Irã intensifica sua campanha contra os países do Golfo, incluindo a Arábia Saudita, com ondas de ataques com mísseis e drones em resposta aos ataques aéreos dos Estados Unidos e de Israel.

Alertas por parte de Trump e Netanyahu

O presidente Donald Trump afirmou que a guerra pode durar “quatro a cinco semanas” e declarou que os Estados Unidos podem “ir muito além” – se necessário. Questionado sobre uma resposta ao ataque contra a embaixada, disse apenas: “Vocês descobrirão em breve”.

Israel também alertou que a guerra pode durar “muitos dias” embora o primeiro-ministro, Binyamin Netanyahu tenha garantido que o conflito no Irã não será “uma guerra sem fim”. Ao canal Fox News Netanyahu afirmou que a campanha militar seria “uma ação rápida e decisiva” e acrescentou que “pode levar algum tempo, mas não levará anos”.

Desde sábado, o Irã conduz uma contraofensiva contra bases militares americanas no Oriente Médio e em território israelense. Seis militares americanos morreram desde o início dos confrontos.

A Sociedade do Crescente Vermelho Iraniano afirma que ao menos 787 pessoas morreram no Irã em decorrência dos ataques aéreos conjuntos de EUA e Israel. O conflito também já impacta o fornecimento global de petróleo e provoca fortes quedas nas bolsas internacionais.

Hezbollah diz ter atacado bases israelenses

O Hezbollah afirmou ter atacado três bases militares israelenses em resposta aos ataques contra seus redutos no Líbano e também a subúrbios ao sul de Beirute.

“Em resposta à criminosa agressão israelense contra dezenas de cidades e vilas libanesas”, combatentes do Hezbollah atacaram com drones a base aérea de Ramat David e a base de Meron, no norte de Israel, informa o comunicado do grupo apoiado pelo Irã.

Eles acrescentaram que também atacaram uma base nas Colinas de Golã, onde havia uma grande quantidade de foguetes.

Israel ampliou suas operações ao Líbano e ao Irã em resposta a ataques do Hezbollah. O Exército israelense anunciou “ataques simultâneos” em Teerã e Beirute, destruindo instalações militares e de comunicação, incluindo a emissora Al Manar e a sede da rádio e TV pública iraniana (IRIB).

O primeiro-ministro Netanyahu defendeu a ofensiva, alegando ser necessário impedir que o programa nuclear iraniano se tornasse “imune” a ataques futuros. O Irã segue disparando mísseis e drones contra Israel, enquanto a Guarda Revolucionária do Irã afirmou ter atacado uma base aérea americana no Bahrein. Os EUA retaliaram destruindo instalações de comando e controle do corpo militar iraniano.

Com informações da AFP.
Foto: Reprodução YouTube

Leia outras notícias no HojeSC.