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Holding da Betnacional que movimentou R$ 5 bilhões é alvo de operação do MPF por sonegação

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O Ministério Público Federal e a Receita Federal deflagraram nesta sexta-feira, 28, a Operação Jogo de Sombras para desarticular um esquema de sonegação fiscal, evasão de divisas e lavagem de dinheiro ligado ao grupo empresarial NSX, responsável por vários sites de apostas esportivas, como Betnacional, Mr. Jackbet e PagBet. Segundo a investigação, o grupo teria movimentado mais de R$ 5 bilhões somente em 2025.

O Estadão pediu manifestação da NSX sobre a investigação. O espaço está aberto.

São cumpridos seis mandados de busca e apreensão em João Pessoa (PB), Recife (PE) e São Paulo, além da apreensão de bens e valores.

Segundo o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do MPF, os controladores da NSX teriam criado uma empresa de fachada em Curaçao, no sul do Caribe, para simular que a plataforma de apostas era operada fora do Brasil antes da regulamentação das bets. As investigações apontam, porém, que empresas brasileiras ligadas ao grupo eram as responsáveis pela operação no País.

A NSX entrou no mercado brasileiro de apostas em 2021 e lançou no ano seguinte a Betnacional, um dos principais sites de apostas esportivas do País. A Betnacional tem uma agressiva ação publicitária e já usou em sua estratégia de divulgação de marca personalidades como o jogador de futebol Vinícius Jr., o narrador Galvão Bueno e o cantor Thiaguinho.

As apurações também apontam para o possível uso de contas-bolsão mantidas em fintechs para dificultar o rastreamento do dinheiro e a identificação dos seus verdadeiros beneficiários.

Esta é a segunda operação de grande porte em âmbito federal voltada especificamente à investigação de irregularidades tributárias e financeiras ligadas às bets. No dia 13 de agosto, a Operação Arena investigou um suposto esquema de sonegação e lavagem de dinheiro envolvendo a PixBet e o advogado Nelson Wilians.

As investigações da Operação Jogo de Sombras também identificaram indícios de uso de instituições de pagamento e de operações financeiras para movimentar recursos entre o Brasil e o exterior. Parte desse dinheiro teria retornado ao País como pagamento por serviços, em um possível mecanismo para dar aparência legal à repatriação de valores enviados anteriormente ao exterior.

Embora o grupo tenha obtido autorização para atuar no setor a partir de 2025, há indícios de que a NSX funcionava no Brasil antes disso, sem autorização e sem o pagamento dos impostos devidos. A investigação também busca esclarecer se o dinheiro usado para pagar a outorga veio de atividades realizadas antes da regulamentação do setor.

Imagem: gerada por IA

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