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Há quem diga que o futebol não é importante para a economia. Será?

Há quem diga que o futebol não é importante para a economia. Será?

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Dados de abril de 2026, divulgados pela ABDI (Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial), quando lidos e entendidos, mostram o tamanho que o futebol tem na economia de nosso País. Não é pouco relevante e nem desprezável. Não é qualquer negócio ou nicho mercadológico que tem o mesmo poder de alavancagem de recursos que nosso esporte.
Indo direto aos números. Estima-se que, entre diretos e indiretos, o futebol gera (ou ajuda a manter) cerca de 600 mil empregos ou ocupações temporárias. Já o volume de recursos gerados pelo produto como um todo, movimente algo em torno de 91,4 bilhões anualmente.

Para se entender esses números, precisa-se “sair da caixinha” e analisar todo o processo, todo o entorno, toda a “máquina”.

De onde vem esses empregos todos?

Diretamente nos clubes (lembrando que o Brasil possui uma série de divisões de disputa, não só as mais valorizadas e visualizadas). São jogadores, técnicos, analistas, médicos, fisioterapeutas, dirigentes (quando remunerados) e muitos funcionários administrativos (marketing, financeiro, jurídico) e operacionais (manutenção de estádio, gramados, iluminação).
Operação de dias de jogo. Normalmente não se sabe (pois não são trabalhos muito aparentes) a dimensão que a operação de estádio possui para poder funcionar. São necessárias pessoas para limpeza, manutenção, montagens, ambulantes, serviço de alimentação. São os atores não protagonistas, mas que sempre estão por lá.

Midia, publicidade e tecnologia. Aí temos os jornalistas, cinegrafistas, narradores, comentaristas, profissionais de marketing, produção de imagens, pessoal do amparo técnico necessário para que as imagens e sons possam ser transmitidos.

Comércio em geral. Hotéis, bares, restaurantes, transporte público e privado, lojas de material esportivo, fabricantes de uniformes e artigos para torcedores.
E por aí vai… O jogo 11X11 é apenas a cereja do bolo, o ápice de toda a cadeia produtiva. Mas, para que todo o processo corra a contento, o número de pessoas envolvidas é incomensurável.

Obviamente não são todas focadas e trabalhando exclusivamente para o futebol. Mas, se o futebol não existisse na proporção que ele existe, boa parte dessas pessoas teria menos chance de trabalhar, menos oportunidades (mesmo que temporárias) e, consequentemente, menos renda. Para se ter apenas um exemplo prático, jogos chamados grandes contam com quadro de 200 a 300 seguranças e orientadores. Esse pessoal todo recebe a diária pelo serviço prestado. Não é fixo. Mas, se o evento não estivesse sendo feito, eles estariam em casa sem ocupação e sem nenhuma fonte de renda.

Essa é a dimensão, o porte, o tamanho do produto futebol. Se ainda melhor trabalhado tem muito por evoluir nesse quesito. Empregando e trazendo dinheiro para os bolsos de muita gente. Entretenimento puro, que gera prosperidade. Gente vivendo do processo sem ser “vampiro” do negócio!

Imagem: gerada por IA

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