Pular para o conteúdo

Florianópolis deverá desocupar espaços públicos explorados irregularmente em 360 dias

ocupacoes ilegais florianopolis hojesc

Da Redação

Mais de 100 espaços públicos em Florianópolis (SC) ocupados para exploração comercial ilegalmente deverão ser desabitados e regularizados, graças a um termo de ajustamento de conduta (TAC) proposto pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) e assinado pela Prefeitura.

Segundo o MPSC, a concessão e permissão de uso de bens públicos deve ser precedida de licitação a fim de garantir a observância dos princípios da impessoalidade, da legalidade e da isonomia.

Com o acordo, a administração da capital catarinense terá até 360 dias para regularizar as ocupações e lançar licitações conforme a nova Lei de Licitações. A variedade de bens imobiliários é grande: quiosques e trailers em praças e calçadas, lojas e boxes – incluídos espaços no Mercado Público do Estreito e na antiga rodoviária – envolvendo todo tipo de comércio.

Segundo o inquérito da Promotoria de Justiça da Capital, muitos desses espaços vêm sendo utilizados de forma lucrativa, sem contrapartida ao município e contrariando a Lei de Licitações e Contratos Administrativos, que exige processo licitatório para concessão e permissão de uso de bens públicos.

Conforme informações do MP catarinense, a Prefeitura de Florianópolis reconheceu as irregularidades e se comprometeu a notificar os ocupantes ilegais em até 180 dias e a promover a desocupação dos imóveis em até 360 dias. Caso a administração municipal considere viável a continuidade da exploração econômica desses espaços, deverá realizar licitação pública no mesmo prazo.

O termo de ajustamento de conduta prevê, ainda, multa diária de R$ 5 mil em caso de descumprimento injustificado das obrigações, valor que será revertido ao Fundo para Reconstituição de Bens Lesados.

“O objetivo é garantir que eventuais concessões futuras sejam feitas de forma isonômica, com ampla participação dos interessados, respeitando os princípios da Administração Pública”, resume a promotora de Justiça, Juliana Padrão Serra de Araújo.

Foto: Divulgação MPSC

Leia outras notícias no HojeSC.