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KARLA KUSTER CABECA hojesc

Fim de ano: hora de encarar os feedbacks sem drama

Fim de ano chegando e, inevitavelmente, rola aquela rodada de feedbacks. Confesso: ninguém curte muito receber crítica, né? Ainda mais quando o papo começa com “você é ótimo nisso e naquilo” e logo emenda um “mas poderia melhorar aqui”. É o clássico sanduíche de feedback: positivo, negativo, positivo de novo. Facilita a vida de quem dá e de quem recebe.

Mas veja, feedback bom, seja elogio ou puxão de orelha, tem que ser específico. Nada de falar “você precisa ser mais proativo”, sem exemplos. Conta a situação, mostra o que rolou, mas não vai trazer uma história de 1996! Seja claro, objetivo e direto, traga fatos novos. Assim evita aquela sensação de que é tudo subjetivo ou ataque pessoal.

Com exemplos na mesa, a coisa flui melhor. E se mesmo assim o outro não captou? Deixa falar! Às vezes o exemplo que você deu não casou perfeitamente com o que aconteceu. Eu disse: “deixa falar”, é isso mesmo, ouça.

Receber feedback que mexe com comportamento é osso, viu? Exige mudança de atitude, e isso desafia qualquer um. Mas encara como chance de crescer, não como bronca.

O ideal é feedback virar rotina na empresa. Todo mundo se acostuma, aprende a lidar com elogios e críticas sem surtar. Quando for implantar essa cultura nova, o RH entra em campo: treina quem dá e quem recebe.

Importante: feedback é sobre o profissional, não o pessoal. Mantém a calma, respira fundo. Não misture as estações, são coisas bem distintas.

Em vez de “ponto negativo”, pensa em “ponto de melhoria”. Soa melhor e remete a evolução.

Se não fez sentido, pergunta! Pede mais exemplos, esclarece. Feedback só gera mudança se for compreendido.

E depois? O colaborador monta um plano de ação pra mostrar que tá afim de melhorar, e a empresa dá suporte, especialmente nos primeiros.

Resumindo:

Se você tá dando feedback:
• Seja claro e objetivo;
• Traga exemplos que ajudem;
• Comece pelos pontos positivos;
• Faça isso com frequência, crie o hábito
• Se possível, dê o feedback logo depois do fato gerador
• Importante: dê feedback em local apropriado, não se atreva a chamar a atenção do colaborador no meio da sala.

Se tá recebendo:
• Veja como oportunidade de crescimento;
• Ouça primeiro, fale depois;
• Sem reagir no calor do momento, tenha empatia;
• Não entendeu? Pergunta na hora;
• Agradece, reflete e planeja como mudar;
• Precisa de ajuda? Pede.

No fim das contas, empresa com cultura de feedback forte mantém todo mundo alinhado, preserva os valores e impulsiona o crescimento.

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