Itajaí recebe até este sábado (31) a exposição “Gambiarras”, do artista visual Denis Zubieta, na Casa da Cultura Dide Brandão. A visitação é gratuita e ocorre de segunda a sexta-feira, das 8h às 19h.
A mostra reúne cinco obras interativas que combinam artes visuais e tecnologia, proporcionando uma experiência imersiva aos visitantes. As esculturas e instalações utilizam sensores, sons e cores, integrados a objetos tradicionais como cabeças e cestarias, promovendo o diálogo entre diferentes linguagens artísticas.
A exposição é resultado de estudos sobre anticolonialidade e propõe reflexões sobre a valorização das raízes culturais, do território e da ancestralidade, além de questionar a hegemonia cultural. As obras combinam elementos orgânicos, sonoros, mecânicos e eletrônicos, convidando o público a interagir e repensar a relação entre tradição e tecnologia.
Sobre as obras expostas:
Festa Ancestral
Ano: 2025
Técnica: Instalação com técnicas mistas (Apropriação, tecnologias contemporâneas)
Descritivo da obra: A cabaça, presente em diversas culturas indígenas e afro-brasileiras, como Candomblé e Umbanda. Traz toques como o tambor de crioula, samba rural e o candombe afro-uruguaio.
Nesta Terra
Ano: 2025
Técnica: Instalação com técnicas mistas (Apropriação, pintura com terra e acrílica, tecnologias contemporâneas)
Descritivo da obra: A partir da pintura em papelão com terra retirada do Quilombo Morro do Boi, utilizada como referência aos anúncios de jornais antigos para venda, compra ou aluguel de pessoas escravizadas. É uma espécie de classificado digital que mostra um passado não muito distante e que insiste em continuar.
TV Crioula
Ano: 2025
Técnica: Instalação com técnicas mistas (Apropriação, tecnologias contemporâneas)
Descritivo da obra: Vibrante manifestação cultural afro-brasileira do Maranhão, o Tambor de Crioula é reconhecido como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil, que celebra a identidade negra e a resistência por meio de danças circulares femininas com a famosa “umbigada” (punga), cantos e percussão de tambores (rufador, meião e crivador).
Te Protejo
Ano: 2025
Técnica: Instalação com técnicas mistas (Apropriação, tecnologias contemporâneas)
Descritivo da obra: Além de purificar o ar, é símbolo poderoso de proteção, coragem e força, representa fé e resiliência em culturas populares, religiões de matriz africana (Ogum/Iansã). Sua atividade elétrica é capturada na ordem de microvolts e enviada para um site onde uma imagem sofre interferência direta proveniente do estímulo que a planta sofre em seu redor.
Lá na Roça
Ano: 2025
Técnica: Instalação com técnicas mistas (Apropriação, tecnologias contemporâneas)
Descritivo da obra: O milho é um alimento fundamental e sagrado na América do Sul, presente na culinária e cultura indígena há milênios, aqui é ofertado e apresentado em um cesto feito pela etnia indígena Kaigang, um povo originário do Sul e Sudeste do Brasil, que utiliza técnicas tradicionais e materiais como palha e fibra de taquara para criar cestas com belos grafismos, vendidas para gerar renda e preservar sua cultura.
Foto: Fundação Cultural de Itajaí
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