Pular para o conteúdo
ERNANI BUCHMANN CABECA hojesc

João Pessoa e as academias de letras

A capital da Paraíba recebeu no mês passado representantes de 23 academias, de todas as regiões do país, para o III Congresso Brasileiro das Academias Estaduais de Letras.

No passado distante, década de 1930, houve dois congressos do tipo no Rio de Janeiro, quando foi fundada a Federação das Academias de Letras do Brasil. Em 1951 houve um terceiro e, 20 anos mais tarde, outro em Goiânia.

Depois disso, Palmas, no Tocantins, organizou o seu encontro em 2012. A Academia Fluminense de Letras, por sua vez, realizou o que chamou de 1º Congresso em 2017 e a Academia Mineira fundou o Fórum das Academias em 2018.

Todas essas iniciativas desaguaram em Campo Grande em 2023, quando a Academia Sul-matogrossense de Letras deu vida à união das entidades literárias com a efetiva criação do Fórum Brasileiro das Academias Estaduais de Letras. No ano passado, Belém recebeu o II Congresso.

Este ano a Academia Paraibana de Letras, liderada pelo presidente Ramalho Leite, ofereceu uma programação de alto padrão, aberta com palestra de Joaquim Falcão, da Academia Brasileira de Letras. A propósito, a ABL apoia e prestigia o Fórum, enviando representantes a todos os congressos, como Renato Cavaliere e Antônio Cícero (Campo Grande) e Arno Wehling (Belém).

Nos dias seguintes, tivemos painéis sobre os grandes nomes da literatura paraibana, a saber, José Américo de Almeida, Ariano Suassuna, José Lins do Rego e Augusto dos Anjos – este, inclusive, objeto de um interessante passeio pelo centro de João Pessoa, guiado pelo acadêmico Sales Gaudêncio, a nos revelar os caminhos percorridos pelo autor do mítico “EU”.

De brinde, ganhamos uma bela palestra da historiadora Mary Del Priore, da Academia Paulista de Letras, sobre a velhice, tema de sua mais recente obra, lançada na ocasião.

O IV Congresso será realizado em Curitiba, em setembro de 2026, em comemoração aos 90 anos da Academia Paranaense de Letras. Serão cinco dias de programação, incluindo sessões solenes, concerto da Camarata Antiqua, passeios e gastronomia.

Será difícil superar as recepções oferecidas nos congressos anteriores, mas faremos o impossível para cumprir o compromisso. Os escritores e escritoras regionais, assim como a literatura brasileira, merecem todo o esforço a ser dispendido.

Leia outras colunas do Ernani Buchmann aqui.