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Danielle Sommer CABECA - HOJESC

Panamá: tartarugas marinhas e o espetáculo da desova

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Entre os meses de julho e novembro, as praias do Panamá se transformam em palco de um dos fenômenos mais emocionantes da natureza: a desova das tartarugas marinhas. Esse espetáculo não é apenas fascinante para os visitantes, mas também uma grande oportunidade de promover um turismo responsável que apoie a conservação ambiental e fortaleça as comunidades locais.

Graças à sua localização privilegiada entre o Caribe e o Pacífico, o Panamá abriga cinco espécies de tartarugas marinhas: oliva, verde, de pente (carey), de couro (baula) e canal. Todos os anos, milhares delas percorrem longas distâncias para retornar às costas panamenhas, garantindo a continuidade de seu ciclo de vida.

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Praias como Punta Chame, Isla Cañas, La Marinera e, principalmente, La Barqueta (Chiriquí) e Playa Larga (Coiba), são pontos estratégicos para observar esse processo. Muitas dessas áreas, como o Refúgio de Vida Silvestre Playa La Marinera ou o Refúgio de Vida Silvestre Isla Cañas, contam com programas comunitários que permitem aos viajantes participar de atividades de observação e soltura de filhotes, sempre seguindo normas rigorosas de conservação.

Principais destinos para viver essa experiência:

Isla Cañas (Los Santos): Considerada um dos locais de desova mais importantes do Pacífico panamenho, aqui predominam as tartarugas oliva. A comunidade local oferece passeios noturnos guiados, hospedagem rústica e experiências educativas.

Playa La Marinera (Tonosí, Los Santos): Parte de um refúgio de vida silvestre, destaca-se pelo esforço comunitário na proteção dos ninhos e na soltura de filhotes, acompanhados por conservacionistas locais.

Parque Nacional Coiba (Veraguas): Patrimônio da Humanidade, este parque marinho abriga tartarugas de pente, verdes e de couro. O acesso é mais restrito, mas alguns operadores certificados oferecem expedições ecoturísticas e até científicas.

Playa La Barqueta (Chiriquí): Um ponto chave de desova no oeste do Panamá, com projetos ativos de conservação e educação ambiental.

Ao participar dessas experiências, é fundamental seguir práticas responsáveis que garantam a segurança das tartarugas e dos ecossistemas, como evitar luzes fortes ou flashes durante a observação noturna; manter distância e não tocar nas tartarugas ou ninhos; seguir sempre as orientações de guias e guardas-parques autorizados; e priorizar operadores turísticos que trabalhem com comunidades locais e promovam a conservação.

A temporada de desova também é uma oportunidade para criar roteiros mais completos, combinando a visita às praias com trilhas e observação de aves em áreas naturais próximas; experiências culturais em comunidades locais de Azuero ou Bocas del Toro e degustar a gastronomia panamenha com produtos frescos e tradicionais.

Observar as tartarugas marinhas no Panamá é muito mais do que assistir a um espetáculo natural: é um lembrete da riqueza biológica do país e da importância de protegê-la. O Panamá não é apenas o centro geográfico das Américas — é também uma fusão entre modernidade e tradição que recebe de braços abertos quem o visita, seja a lazer ou a negócios. E está à espera dos viajantes brasileiros com fácil acesso e sem a necessidade de visto.

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