Ao trazer novamente à tribuna o caso da morte do cão Orelha, no início de janeiro deste ano, na Praia Brava, em Florianópolis (SC), o deputado Mário Motta (PSD) recebeu o apoio do colega Tiago Zilli (MDB), que anunciou que assinará o requerimento para a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), para apurar o que aconteceu neste caso, primeiramente caracterizado como de maus tratos a um animal, e posteriormente arquivado pelo Ministério Público.
Motta exibiu carta que recebeu de Elaine Morales, moradora do Arizona, nos Estados Unidos, pedindo que ele desse sequência à luta por esclarecer os fatos.
“Por favor, Mário, faça o que é certo”, disse a norte-americana, que segundo o deputado mostra a repercussão do ocorrido.
Segundo o parlamentar, sua intenção não é questionar a competência das instituições, mas assegurar o dever que é atribuído à Assembleia Legislativa, de “fiscalizar e garantir a transparência dos fatos à sociedade”.
Em seguida, ao dizer que o requerimento que apresentou para criar a CPI já contava com 13 assinaturas, mas são necessárias 14 subscrições para avançar, rumo a sua instalação no Parlamento, o proponente da investigação recebeu o apoio de Zilli.
“Ao ser procurado pelo senhor, eu disse que não me manifestaria, mas mudei, porque entendo que é nosso dever e obrigação defender os anseios da sociedade. Isso não é uma caça às bruxas”, disse Tiago Zilli.
Foto: Daniel Conzi/Agência Alesc
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