O modelo de SAF (Sociedade Anônima do Futebol) é realidade no Brasil. Há 5 anos era pecado falar sobre isso.
Apesar de todo o arcabouço legal brasileiro, que instabiliza e descredibiliza o processo, algumas equipes conseguiram “entrar nesse barco” em tempo.
Hoje em dia, a falta de confiança, por parte dos investidores, dificulta as operações de transformação das equipes maiores. Os riscos jurídicos são muito latentes e o retorno financeiro nunca é certo. As transformações menores, menos trabalhosas, com menos riscos, menos midiáticas, continuarão acontecendo.
Sou entusiasta do modelo. Desnecessário repetir que a prática clubista associativa e política morreu. Vivemos novos tempos e quem não se adequar morrerá junto, salvo algumas raras exceções.
Mas, vamos lá! Façamos hoje uma análise (31/08/2026) das 10 primeiras colocações do Campeonato.
– Palmeiras – não é uma SAF de direito, mas convenhamos, é uma SAF “de fato” há anos. E uma SAF extremamente bem administrada.
– Flamengo – total exceção à regra. Creio que nunca se transformará em SAF. As fontes de entrada de recursos são inesgotáveis e volumosas. E boas administrações blindaram o clube do câncer político. Lembremos que até 2013 o “Gigante da Gávea” capengava também, mesmo como todo seu poderio. A política sabotava o clube!
– Cap – modelo idêntico ao do Palmeiras. Com a diferença apenas do tempo em que a SAF (de fato, não de direito) já existe. É uma SAF familiar há 3 décadas.
– Fluminense – certamente conhecem o conto da tartaruga em cima do poste, não é mesmo? Ninguém sabe como, quando, quem a colocou e porque ela chegou lá. Pois é, aí está o exemplo… Ninguém sabe o motivo e nem como o Fluminense se mantém nessa classificação, mas chegou. Não se sabe, também, a qual custo.
– Bahia – talvez a melhor SAF brasileira. Amparada pelo grupo Citi que lhe disponibiliza totais recursos financeiros e operacionais.
– Cruzeiro – SAF amparada financeiramente por bilionário apaixonado que está delegando os afazeres do futebol para gente que entende o processo.
– Atlético Mineiro – SAF que tem como proprietários empresários brasileiros de muita competência e que sabem exatamente o que precisam fazer para que o negócio dê certo.
– Bragantino – SAF gerida por alemães que conhecem o assunto mundialmente e que sabem os seus limites. Não cometem loucuras.
– Coritiba – SAF pertencente à fundos de investimento que, recentemente (segundo notícias recebidas), tiveram grande parte adquirida pelo bilionário equatoriano proprietário do Del Valle. Clube esse de altíssimo rendimento, focado em novos talentos e com administração profissional e enxuta.
Corinthians – um gigante quase do tamanho do Flamengo. Mas carcomido pela sua asquerosa política. Está onde está apenas pelo tamanho que tem. Não é e nunca deverá ser uma SAF.
E aí estão os 10 primeiros. Sinceramente acredito que o saldo esportivo é extremamente positivo. Dentre esses, cinco SAFs legalmente constituídas e outras duas “de fato”.
O modelo é o modelo correto a se implantar, não se pode ter dúvida, mesmo com toda a resistência que os apegados ao poder, os aproveitadores e os apedeutas costumam tentar colar ao processo.
Veremos, nos próximos capítulos, até quando os clubes do RJ, SP e RS terão condições de competir no mesmo nível de quem já está equalizado nos outros setores, principalmente o financeiro.
Imagem: gerada por IA
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