Relendo o livro de Stefan Klein, escrito em 2002, época que o li pela primei vez, “A fórmula da felicidade”, traz como ideia central, a possibilidade da felicidade vir como um aprendizado, além do que, ela pode ser encontrada se soubermos onde procurá-la.
Essa temática cada vez mais presente pela nossa necessidade existencial de alcançá-la, fica ainda mais cobiçada pelas dificuldades enfrentada no dia a dia.
Lutamos pela nossa subsistência com determinação vital, programamos nossas vidas dentro de conceitos culturais, sociais e pragmáticos na tentativa de vivermos na média.
A questão da felicidade é que ela é muito volátil, e muitas vezes ligada ao que nos é vendido. Perdemos muitas vezes sua essência filosófica, e nos abraçamos aos prazeres mundanos que tanto bem nos fazem também. Senão vejamos: Na década de 50 a Walita mostrava uma propaganda onde a esposa feliz abraçava o marido e o filho pulava com o gatinho no colo, os dizeres da propaganda eram, “Sou a mulher mais feliz do mundo, ganhei meu aspirador de pó!! Já na década de 60, o grande sonho das pessoas era viajar de avião. Um luxo. A Varig transformou a aviação em um símbolo de luxo e prestígio. Todos desejavam viajar de avião como um sonho a ser atingido. E assim, década após década, até os nossos atuais dias, os sonhos de felicidade vão mudando, conforme a tecnologia se desenvolve, e o marketing vende nossa razão para viver.
Tão liquida quanto volátil, a tal da felicidade no mundo físico, do desejo e da conquista, as vezes se resume a um Iphone apple 17, super-hiper isto e mais aquilo, tal qual o aspirador de pó dos anos 50.
É claro que o contra-ponto para tudo isso seria a valorização do aspecto filosófico da vida e a busca para nosso crescimento interior, trabalhando e desenvolvendo as questões existenciais. Mas, como esse aspecto é muito subjetivo e demanda uma altivez de comportamento e uma busca nos caminhos da espiritualidade, a facilidade da felicidade vinda da materialidade fica mais factível, apesar de seu custo monetário. Nada também que não de para parcelar em 10 vezes no cartão, pois, “Existem coisas que o dinheiro não compra, para todas as outras existe Mastercard”.
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