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Anos 80 x 2026: do telex ao WhatsApp, o que mudou?

Anos 80 x 2026: do telex ao WhatsApp, o que mudou?

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Aproveitando a moda da trend dos anos 80, porque não fazer um comparativo dessas duas décadas? Nessa época de cabelos volumosos, roupas coloridas e muito rock brasileiro eu brincava na rua e ia pra escola, mas muito do que rolava nessa época de ouro eu ainda experimentei quando entrei no mercado de trabalho, na década de 90.

Nos escritórios daquele tempo tudo era físico e demorado. Telefone de disco, agenda de papel grosso, máquina de escrever, telex, fax e a famosa agenda de redoma para anotar os compromissos do dia seguinte.

O marketing vivia de outdoor, anúncio de jornal, páginas amarelas e comerciais de TV que todo mundo comentava no dia seguinte. O cliente ia até a loja de departamento, tocava no produto, conversava com o vendedor e, se tivesse sorte, levava um brinde.

Feedbacks chegavam por carta ou telefone, quando chegava, mas se tivesse urgência podia mandar um telegrama.

No financeiro o fechamento do mês era quase um ritual de sofrimento: contas manuais, planilhas em papel, calculadora de mesa e balancete que demorava semanas para ficar pronto. Qualquer erro significava refazer tudo à mão e rezar para o telex não travar. Já o RH se resumia a recrutamento e folha de pagamento. Currículo impresso, entrevista presencial e ponto batido todo dia. Cultura organizacional? Quase ninguém falava nisso. O funcionário ia, cumpria o horário e ia embora.

Em 2026 o cenário mudou completamente de figura. O cliente está no WhatsApp às 23h e no Instagram enquanto escova os dentes. Quem não responde em minutos perde a venda. A IA cria textos, segmenta público, testa campanhas com pouco dinheiro e ainda entrega relatório de performance. O financeiro vive em tempo real: dashboard no celular, conciliação automática e alerta de desvio antes mesmo de você perceber. O controle nunca foi tão preciso, mas a pressão também nunca foi tão alta.

No RH a transformação foi ainda maior. Home office, videoconferência, recrutamento por inteligência artificial e saúde mental viraram pauta de reunião. A flexibilidade é ótima, só que a linha entre vida pessoal e profissional quase sumiu.

Ganhamos velocidade, escala e acesso. Perdemos um pouco do tempo que obrigava a pensar com mais cuidado. A ferramenta mudou, o jogo continua o mesmo: gente, confiança e entrega. O telex virou WhatsApp, a máquina de escrever virou notebook e a agenda de papel virou Google Calendar.

Mas no final do dia o cliente ainda quer ser bem atendido e o empresário ainda precisa dormir sem a conta no vermelho.

Enquanto a nostalgia dos anos 80 está em alta, vale lembrar: quem entende que o jeito de trabalhar muda, mas o jogo continua sendo – gente, confiança e entrega – sobrevive em qualquer década.

Imagem: gerada por IA

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