De paisagens que parecem saídas de um documentário a experiências culturais e gastronômicas, a África tem se consolidado como um dos destinos mais fascinantes. Safáris em meio à vida selvagem, praias paradisíacas e excelentes hotéis têm conquistado cada vez mais brasileiros. Para entender esse movimento e explorar as possibilidades que a África oferece, conversamos com um especialista em turismo no continente: Fin Lawlor, fundador da Africa Connection.

– Da sua experiência como ranger, que dicas você dá para quem está indo fazer um safári pela primeira vez?
Trabalhei um total de 10 anos como ranger. Com certeza me considero uma pessoa de muita sorte por ter tido esta oportunidade. Estar em meio à natureza, especialmente no mundo de hoje, é algo inigualável. Eu era responsável por toda a experiência do hóspede quando não estavam dentro do hotel. É necessário ouvir o hóspede e entender as expectativas não entregando tudo de uma vez, criando assim uma experiência única e construída. A dica que eu dou para uma pessoa fazendo um safári pela primeira vez é: não foque no big 5. Um safári é muito mais do que estes 5 animais, é apreciar a natureza selvagem como ela é: os pássaros, as plantas, os animais e como tudo se conecta.

– Há muitos vídeos que circulam na internet de animais se aproximando dos lodges e até dos carros nos safáris. Há perigo? O que fazer nesses casos?
Não há perigo desde que a conduta do ranger seja apropriada. É preciso tomar alguns cuidados, respeitando o espaço do animal. Afinal, estamos no habitat deles.
– Quais as experiências mais diferenciadas que é possível fazer na África?
O safári de conservação, como é oferecido em Kwandwe, em que o hóspede ajuda nos procedimentos de preservação dos rinocerontes cortando os chifres para que não sejam caçados e também o safári a pé. Mana River Camp no Zimbabwe é um dos melhores lugares para tal, lá você consegue avistar animais maiores como elefantes, seguir cachorros selvagens e até leões.
– Por que muitos hotéis não aceitam crianças e em que casos elas conseguem participar do safári? Mesmo assim, é um destino ideal para ir com os pequenos?
Quando você está num safári é preciso ficar sentado por muito tempo e, na presença de algum animal, em silêncio. Crianças amam ver os animais, mas não têm ainda o entendimento da importância de permanecer sentados e calados. Indicamos o safári a partir dos 6 anos. Porém, isso não impede uma família de ir ao safári. Se for do desejo dos pais, eles podem contratar um carro privativo, assim as crianças podem curtir, mas podem ser levadas de volta para o hotel a qualquer momento. Toda criança deveria passar por essa experiência. Além do safári, existem outras atividades para eles como caminhadas, pescaria, aprender sobre a culinária local… é muito divertido. Existem muitos destinos na África que são perfeitos para crianças. É um país com muito espaço, totalmente adaptado para os pequenos.

– A África do Sul é a queridinha dos brasileiros no continente africano? O que mais atrai? Voos diretos, valores, a diversidade de passeios?
Com certeza, o voo do Brasil para a África do Sul é muito fácil. Curto e direto. Sair da África do Sul para outro país africano já envolve mais custo e conexões. Além de que na África do Sul você pode combinar safári, praia, montanha, Cape Town e muitos outros destinos.
– Depois da África do Sul, que outros países devem crescer na lista de desejos dos brasileiros?
Botswana, Zimbabwe e Seychelles com certeza. Seychelles é um lugar incrível. Imagina ir a Fernando de Noronha sem mais ninguém lá? É um lugar ainda pouco explorado, com poucos hotéis e muita, mas muita natureza. Água azul turquesa, areia branca, paisagens incríveis e muitas atividades.

O bate-papo com Fin Lawlor foi durante um almoço promovido pela Kangaroo Tours

Leia outras colunas da Danielle Sommer aqui.



