A advogada Gabriela Vieira Serafin, conhecida como “advogata”, é investigada pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) e pela Polícia Civil por suposta participação em uma organização criminosa com atuação na comunidade da Tapera, no Sul da Ilha.
Ela é conhecida nas redes sociais por produzir conteúdos sobre direito criminal e processos judiciais.
Segundo as autoridades, Gabriela seria uma das lideranças do grupo investigado por tráfico de drogas na região. A advogada nega as acusações por meio de sua defesa.
A investigação integra a Operação Quebra de Comando, conduzida pela Delegacia de Combate às Drogas (Decod) de Florianópolis. Conforme informações divulgadas pelo Ministério Público e repercutidas por veículos da imprensa catarinense, foram expedidos mandados de prisão e de busca e apreensão contra suspeitos de integrar a organização criminosa. Gabriela Serafin está entre os alvos da ação e é considerada foragida desde a expedição da ordem judicial.
De acordo com os investigadores, Serafin teria exercido função de liderança dentro da estrutura criminosa que atuava na Tapera, comunidade localizada no Sul da capital catarinense.
A apuração tramita sob sigilo na Vara Estadual de Organizações Criminosas, e os detalhes das provas reunidas não foram divulgados oficialmente pelas autoridades.
Gabriela Vieira Serafin, a influencer
Com milhares de seguidores, Gabriela Vieira Serafin se apresentava como especialista na área criminal e frequentemente publicava vídeos explicando procedimentos jurídicos e analisando operações policiais de grande repercussão.
Em nota divulgada à imprensa, a defesa da advogada afirma que não existe condenação judicial contra sua cliente e sustenta que a investigação se baseia em interpretações de conversas extraídas de aparelhos celulares apreendidos de terceiros. Os advogados alegam ainda que não há diálogos diretamente atribuídos a Gabriela e ressaltam que nenhum material ilícito foi encontrado durante buscas realizadas em sua residência.
A defesa também informou que pretende contestar judicialmente a prisão temporária decretada no âmbito da investigação e destacou que a análise definitiva dos fatos caberá ao Poder Judiciário, observando os princípios do contraditório, da ampla defesa e da presunção de inocência.
Segundo o Ministério Público e a Polícia Civil, as investigações prosseguem com o objetivo de identificar a estrutura da organização criminosa, suas fontes de financiamento e a atuação de seus integrantes na região da Grande Florianópolis.
Foto: Reprodução redes sociais
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