Pular para o conteúdo
GLENN STENGER CABECA hojesc

A camisa da Seleção Brasileira na Copa do Mundo!

seleção brasileira camisa

Toda ação de marketing tem que ser bem trabalhada para que não ocorra o efeito comercial inverso ao desejado. Ou se alavancam vendas, no caso de estratégia bem feita, ou se atrapalham vendas, no caso de estratégia mal executada.

As camisas 1 e 2 da Seleção Brasileira foram lançadas. Ambas cercadas por várias explicações, feitas pelo time desenvolvedor da Nike, dos motivos que levaram os desenhos e composições serem os escolhidos para estampar nossa “armadura” para a copa do mundo que se avizinha.

A Copa levará milhões e milhões de consumidores para frente de TVs, jornais, sites, blogs, streamings, etc. A Nike paga rios de dinheiro para a CBF para patrocinar a seleção, e tem todo o direito de expor sua marca com o objetivo de ter resultado financeiro. Isso não se discute.

O que se discute, e hoje venho pouco mostrar dados e muito mais dar a minha opinião pessoal, é que há uma desconexão entre o time de produção da Nike e o que ficaria melhor apresentável. Não sei se estou errado ou se estou certo. Pós Copa do Mundo, poderemos fazer um review desse texto para termos certeza de quem seguiu a linha de raciocínio mais correta.

Comecemos pelo preço. Todos aqui conhecemos a realidade financeira brasileira. Não é especulação, é constatação. A camisa oficial, na versão jogador, custará R$749,99. A camisa oficial, na versão torcedor, custará R$449,99. Os valores, para uma camiseta, são descabidos.

A camisa azul, número 2, tem um desenho esquizofrênico e desnecessário na frente. Nada do que li me convenceu a respeito do quê seja essa “mancha”. Para mim, parece apenas um “escorrido”. A Nike cita que a inspiração é na fauna brasileira de animais predadores (desculpem, mas eu não tenho essa capacidade interpretativa toda). Sem contar que a marca estampada não será a da Nike. Será a Jordan Brand, que faz alusão ao espetacular jogador de “basquete”, Michael Jordan…

A camisa amarela, número 1, tem, por sua vez, um visual mais parecido com o que se espera da camisa de nosso selecionado. O amarelo no tom correto, verde disposto nas mangas e gola. Várias representações de símbolos nacionais no tecido em relevo. O símbolo da Nike é estampado em sua forma original. Bonita e correta.

Mas, não dá para elogiar por inteiro. No uniforme número 1, temos o meião. E nele está escrito “brasa” fazendo analogia ao Brasil. Achei extremamente tosca a dita analogia pois não conheço um só torcedor da seleção que chame o Brasil de “brasa”. Talvez seja para tentar se aproximar do público jovem que possui linguajar e termos diferentes dos que estou habituado, mas creio que é uma tentativa sem nexo.

Tudo isso é opinião. Tudo isso não tem estudo dedicado (de minha parte) em números. Até pelo fato de não termos ainda números que nos embasem. Tomara que eu esteja errado, falando bobagem. Que a seleção faça uma Copa magnífica e que nossa camisa venda como água. Quem está certo e quem está errado nas concepções da modelagem dos materiais poderemos mensurar em muito pouco tempo.

Imagem: Gerada por IA

Leia outras colunas do Glenn Stenger aqui.